Arealva - O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) deve julgar, amanhã, o recurso da ação de investigação eleitoral que acusa o prefeito de Arealva, Elson Banuth Barreto (PSDB), o vice, Paulo Ramon Gimaes, e dois candidatos a vereador por suposta compra de votos na eleição municipal do ano passado.
O juiz da 300.ª Zona Eleitoral de Bauru julgou improcedente o processo por insuficiência de provas, mas o candidato derrotado a prefeito Joel Adalberto Santo (PTB) recorreu para o Tribunal na tentativa de rever a sentença.
O prefeito, o vice e os candidatos a vereador Sandres Juliano Alves Felix e Antonio Donizeti Gati, o “Piranha”, foram acusados de captação ilícita de sufrágio (compra de voto) e abuso de poder político por oferecer empregos, dinheiro, bens e serviços a eleitores em troca de votos. Na denúncia, foram apresentadas gravações audiovisuais e escrituras públicas com declarações de munícipes.
O procurador regional eleitoral, Luiz Carlos dos Santos Gonçalves, se manifestou pela improcedência do recurso, o que beneficia a defesa do prefeito e dos vereadores.
Para Gonçalves, o teor das gravações, devidamente transcrito no processo, traz apenas indícios sem fazer prova de que os acusados prometeram vantagens a eleitores.
O valor probatório das gravações é questionado, porque Joel Adalberto Santo indicava ao técnico Luiz Carlos de Castro as pessoas que deveriam ser gravadas.
Os depoimentos das testemunhas não retrataram fatos tipificáveis, como captação ilícita de sufrágio, segundo parecer do procurador, a que o JC teve acesso por meio da página eletrônica no site do Ministério Público Eleitoral.
O único depoimento comprometedor, de Josilaine Aparecida Colodiano, no qual admite ter recebido a quantia de R$ 50,00, não foi comprovado porque se baseia apenas em declaração de testemunha.
Santo foi candidato a prefeito pela coligação “Sempre Mais Arealva” onde obteve 1.926 votos. Ele perdeu a eleição para o prefeito reeleito Elson Banuth Barreto (PSDB), que obteve 2.968 votos pela coligação “A Serviço de Arealva”.