Tribuna do Leitor

Associação dos servidores do DER-Asder


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Me sirvo deste espaço para deixar aqui meu sinal de protesto pelo descaso que certas instituições representantes de classe sequer se dignam a responder cartas a elas enviadas quanto mais a prestar informações. Refiro-me neste caso à Asder – Associação dos Servidores do DER. Sou filho de ex-servidor do DER de nome Lazaro Salvador dos Santos, falecido em 25 de setembro de 2008, o qual pretendia ver seus direitos reconhecidos administrativa e financeiramente. Não deu tempo.

Como ele, muitos ficaram e estão na expectativa de informações sobre processos administrativos tidos como ganhos e que pouco representam para o governo estadual, mas para a população é uma ajuda a mais na renda mensal. Muitos faleceram e deixaram uma viúva extremamente dependente, depressiva, debilitada e doente como foi o caso de minha mãe, que precisava fazer diálise todo dia, além do que a pensão recebida era aquém das necessidades. E quando se sai em busca de respostas a assuntos de interesse próprio, nos são apresentados documentos por um secretário nesta cidade que “faz das tripas coração” para explicar, mostrar, orientar.

Em janeiro próximo passado, escrevi para a sede São Paulo e até o momento aguardo resposta. Pasmem – sete meses. Se procurarmos o presidente local, raramente o vemos e também pouco ele sabe, creio. Aí eu pergunto: ele tem salário? Tem uma jornada de trabalho a cumprir? E quando precisar assinar documentos que o secretário tem urgência em enviar? Estive na Asder/Bauru seguramente por cinco dias ou mais, dos quais, só vi este senhor uma única vez que entrou conversando animadamente com outro estranho; sequer se dignou olhar para os presentes quanto mais cumprimentar.

Seria aquele senhor o presidente local e que usa as dependências da Asder como escritório particular e ainda por cima tem salário pago pelos associados? Mas isto já é outro ponto.

Júlio Cesar Salvador dos Santos

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