São Paulo - Três pessoas morreram na queda de uma aeronave de pequeno porte na região de Santa Isabel (Grande SP), na manhã de ontem. O avião, que decolou de São José dos Campos (97 quilômetros de SP) e seguia para São José do Rio Preto (438 quilômetros de SP), perdeu o contato com a torre de controle por volta das 9h40. Moradores da região viram um clarão na mata e acionaram os bombeiros, que encontraram os corpos à tarde.
O empresário do setor calçadista Raimundo Verdi de Macedo, 44 anos, de Fernandópolis (553 quilômetros de SP), a tia dele Mirian Terra Verdi, 68 anos, e o piloto Darby Johny Ferro, 44 anos, foram encontrados carbonizados pelos bombeiros após três horas de buscas no pico do Pouso Alegre. O empresário e a tia estavam em São José dos Campos para o aniversário de um parente e chegaram até a cogitar adiar a volta para casa.
Segundo os bombeiros, moradores da região auxiliaram nas buscas. O helicóptero Águia da PM foi acionado e conseguiu localizar os destroços da aeronave modelo Tupi PT-RYC no pico, o que norteou as buscas pelas mata. O local é de difícil acesso e os militares só conseguiram chegar a pé no local. O resgate ficou ainda mais difícil por conta da chuva e da forte cerração.
O delegado titular de Santa Isabel, Carlos Alberto de Oliveira, que esteve no local, disse que a visibilidade na região era muito ruim no momento do acidente. “Não dava para ver o topo do pico. Tinha muita neblina”, explica.
Causas
A polícia e o Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa) ainda investigam as causas do acidente. Segundo o órgão, ainda é muito cedo para atribuir a queda da aeronave a problemas climáticos. A entidade também investigará uma possível mudança na rota original prevista entre as duas cidades.
O avião saiu do aeroporto de São José dos Campos às 9h30. Segundo a Aeronáutica, o piloto deveria fazer contato com a torre de Pirassununga (211 quilômetros de SP) às 9h44. Como não houve o contato, foi acionado o salve aéreo de Brasília, que contatou o Corpo de Bombeiros de Arujá, que já tinha conhecimento de uma ocorrência no local, mas não sabia do que se tratava.
O avião deveria descer em São José do Rio Preto, onde a tia do empresário desembarcaria, e depois seguiriam para Fernandópolis, cidade onde Macedo morava. O empresário é dono de três lojas do ramo calçadista na cidade.
Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a aeronave estava com toda a documentação em dia. O documento da aeronave só venceria em 2010, assim como a inspeção anual de manutenção.