Embora o nosso país seja extremamente rico nos mais variados recursos naturais e na sua matriz energética, temos a impressão que os países, ditos do “primeiro mundo”, apostam sempre que sejamos uma população de ignorantes e desatualizados. Primeiro nos mandavam agrotóxicos que o mundo inteiro já havia abolido, por serem perigosos; depois foram remédios banidos e condenados lá fora que tentaram nos empurrar... Quem não se lembra da Talidomida e seus efeitos devastadores na formação dos bebês?
Quem também não se lembra quando o FMI, que, se portando como agiota, a quem devíamos, nos forçou as poluentes termoelétricas com suas gigantescas chaminés jogando dioxinas cancerígenas na atmosfera, chamando as nossas maravilhosas hidroelétricas (energia limpa e renovável) de “energia velha”? Dias atrás, chegaram containers de lixo, literalmente lixo. Bem, agora é a vez da BPL, ou PLC, tranqueiras sucateadas que o mundo civilizado já descartou. A broadband over power line, ou power line comunications, nada mais é que injetar o sinal da internet, na tomada de energia do usuário/assinante...
Além de ter uma confiabilidade questionada, ainda traz raio para dentro da casa do usuário; e o que é pior: vai trazer forte interferência nas comunicações. Certamente é o fim do rádio, pois as freqüências utilizadas estão na faixa espectral das telecomunicações como, por exemplo, emissoras de broadcasting, serviço de busca e salvamento aéreo, estações costeiras de emergência, etc. Por isso é importante que o consumidor final não se deixe levar por propagandas enganosas que massivamente virão.
Os sistemas confiáveis de internet, são: fibra óptica, cabo coaxial, e via rádio (wireless) 2.4 Ghz, ou micro-ondas... Fora disto, é pura gambiarra.
Ramón T. Yagüe - instrutor em compatibilidade eletromagnética - EMC -, e licenciado em eletrônica aeroembarcada (aviônica), cód. Anac 719229; participou na elaboração manual ABNT, aterramento de torres de telecomunicações e subestações de energia de extra alta tensão