Tribuna do Leitor

Trem de alta velocidade


| Tempo de leitura: 1 min

A viabilidade do investimento no trem de alta velocidade (TAV) que ligará Campinas, São Paulo e Rio ainda não é consenso entre especialistas no setor. Uma das maiores críticas é o custo estimado em R$ 34,6 bilhões constante do relatório da Halcrow, consultoria britânica contratada pelo governo (Edição 161: O Sorocabano). Para alguns, faria mais sentido gastar esse dinheiro em dez cidades diferentes, aplicando R$ 3 bilhões em cada uma delas para expandir a rede de metrô, o que resolveria um problema crônico de transporte público de massa.

Contudo, o relatório da Halcrow indica nove “vantagens associadas” à implantação e à operação do trem (TAV): indução ao desenvolvimento regional, aliviando áreas de maior densidade urbana; redução de gargalos dos sistemas de transporte aeroportuários, rodoviário e urbano; postergação de investimentos na ampliação e construção de rodovias e aeroportos; menor uso do solo comparado à construção ou ampliação de rodovia; redução de impactos ambientais e emissão de gazes poluentes em decorrência do desvio da demanda do transporte aéreo e rodoviário; redução dos tempos de viagem associados à baixa probabilidade de atrasos; aumento do tempo produtivo para os usuários; geração de empregos; queda do nível de congestionamento e do número de acidentes nas estradas.

Grupos japoneses, alemães, franceses, espanhóis, coreanos, italianos e chineses já demonstraram interesse em participar da licitação do TAV brasileiro, cujo edital deve sair até o fim deste ano. O primeiro grupo a confirmar a intenção de disputar o projeto após a divulgação dos estudos da Halcrow foi o francês.

Wanderley Brosco - chefe geral de estação CPTM, aposentado

Comentários

Comentários