Jaú - A criação da TV Câmara foi aprovada em votação apertada pelo Legislativo de Jaú (47 quilômetros de Bauru) na sessão da última segunda-feira. Foi necessário o voto de minerva do presidente da Casa, Paulo de Tarso (PV), para desempatar a votação (6 a 5). A princípio, o canal será transmitido pela NET, mas o projeto de lei que dispõe sobre a criação teve uma emenda que dá prazo para que a mesma migre para um canal aberto em no máximo seis meses.
Tarso avalia que a instalação da TV Câmara irá somar na divulgação dos trabalhos legislativos. Ele entende que, com a grade de programação que foi criada, a cidade deve ganhar mais um espaço para divulgação das atividades do dia-a-dia dos vereadores. “O compromisso da TV Câmara é para democratizar a informação. Que a grandeza dessa cidade seja refletida através de suas transmissões”, disse.
O vereador Ronaldo Formigão justificou o seu voto contrário, alegando os altos custos para a implantação da TV, estimados em cerca de R$ 150 mil, fora a manutenção que deve girar em torno de R$ 8 mil a R$ 10 mil/mês. A preocupação maior de Formigão, no entanto, é com relação à indefinição sobre o sinal aberto.
“Eu não tenho a garantia que essa TV vai conseguir o sinal aberto daqui a seis meses, é uma coisa meio duvidosa. Se não conseguir, como que vai ficar todo esse investimento do dinheiro público que uma minoria vai usar (no caso de ficar apenas na TV fechada). Nem toda área de Jaú é coberta pela TV a cabo. É um risco muito grande aprovar um projeto desse jeito”, comenta.
Segundo Tarso, a Prefeitura de Jaú já possui um canal de televisão aberto e o prefeito Osvaldo Franceschi Junior (PV) já teria de comprometido a cedê-lo para a transmissão da TV Câmara. “Primeiro temos que ter o equipamento e mostrar que estamos aptos com o equipamento homologado. Vem a fiscalização, olha e faz a liberação. Existe já um canal de posse da Prefeitura de Jaú e temos o compromisso do prefeito ceder para a gente”, confirma.
De acordo com Tarso, o serviço de manutenção da TV será terceirizado. Ele explica que o custo da terceirização é praticamente o mesmo que o de manter funcionários concursados. A vantagem, segundo ele, é que no caso de ineficiência do serviço prestado a empresa de manutenção poderá ser trocada, o que já não seria possível com funcionários concursados.
A licitação para compra dos equipamentos será feita, segundo Tarso, por pregão presencial. O próximo passo será abrir licitação pública para empresas interessadas em instalar a TV, o que segundo o diretor da Câmara, Alexandre Bissoli, deverá ser feito assim que os trâmites forem concluídos.
O presidente da Casa teve que desempatar a votação do projeto que cria a TV Câmara.Os parlamentares que votaram pela criação da TV foram Paulo de Tarso (PV), Fernando Frederico de Almeida Júnior (PV), Carlos Alberto Magon (PV), Carlos Alexandre Ramos (PT), Ademar Pereira da Silva (PT) e José Carlos Zanatto (PP). Votaram contrários a instalação da TV Câmara os vereadores Atílio Durval Gasparotto (DEM), Ronaldo Formigão (DEM), Tito Coló Neto (PSDB), Paulo César Gambarini (PSDB) e José Aparecido Segura Ruiz (PTB).