Quando se fala em viola caipira, é difícil não ser Almir Sater um dos primeiros nomes que vêm à cabeça. Nome de destaque entre os principais instrumentistas brasileiros e dedicado à viola desde a infância, o sul-matogrossense retorna a Bauru, amanhã à noite, com seus principais sucessos e composições instrumentais. O show será na Dolce, a partir das 22h.
Canções que deram a Almir Sater reconhecimento em todo Brasil, como “Tocando em Frente”, “Violeiro Toca”, “Trem do Pantanal” e “Chalana” são presença garantida na apresentação do cantor, que garante tocar “o que o povo pedir”. “Nunca fui muito de fazer show de um disco. O que as pessoas vão pedindo, vou tocando. Entra uma canção, sai outra, mas tem aquelas que são obrigatórias”, adianta por telefone, em entrevista ao JC Cultura.
Com mais de 10 discos lançados - sendo o último, “7 Sinais”, de 2006 -, o compositor parece trocar a correria dos estúdios pela das estradas. “Vou começar a preparar um trabalho instrumental agora, mas sem pressa. Já tenho muitos temas, mas prefiro fazer com calma”, justifica. “Gosto muito é de viajar pelo Brasil tocando viola, fazendo shows, o que é, para mim, onde o artista vive mesmo. É isso que me mantêm”, completa, falando de sua casa em São Paulo, na Serra da Cantareira, que, assim como o Pantanal, é local de inspiração do compositor.
“Sempre tive uma morada aqui (São Paulo) e quando me permite, passo uma temporada no Pantanal, minha região, a qual sou muito ligado. Minha inspiração para o trabalho vem do meu estado de espírito e, tanto o Pantanal como a serra me deixam muito bem e me facilitam compor”, afirma.
Um dos responsáveis pelo resgate da viola de 10 cordas (a viola caipira), Sater considera o instrumento uma das bandeiras brasileiras. “A música de viola faz parte da nossa cultura, fixada no nosso solo, além de ser muito bonita, uma coisa que não vai acabar nunca, não”, acredita. “A viola é um instrumento que está agregando cada vez mais admiradores e praticantes, porque tem a cara do Brasil”, despede-se, antes de se encontrar com o amigo e parceiro Renato Teixeira.
“Vou passar a tarde lá com ele. Temos a agenda cheia e, às vezes, fica difícil de encontrar. Mas quando sobram uns dias livres, aproveitamos para passar tocando, colocando a conversa em dia e as modas também”, conta.
No palco, Almir Sater será acompanhado pelos músicos Papete (percussão), Carlão de Souza (violão e voz), Marcelus Anderson (acordeon), Toninho Porto (contra- baixo) e Cristiano Koplisk (violão clássico).
• Serviço
Almir Sater faz show amanhã, a partir das 22h, na Dolce (avenida Getúlio Vargas, quadra 7). Convites à venda na Fallacci Jeans, Dona Onça, Flipper Lanches e no local. Informações: (14) 3226-1700.