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Advogado de Marcola deixa plenário e julgamento de líder do PCC é adiado

Folhapress
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São Paulo - O advogado de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, chefe da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), se retirou do julgamento pela morte do juiz Antônio José Machado Dias, alegando cerceamento da defesa do acusado. O crime ocorreu em março de 2003, e Marcola deveria ir a júri popular ontem no 1.º Tribunal do Júri de São Paulo.

O advogado Roberto Parentoni pediu à Justiça que o julgamento fosse remarcado, o que o juiz Alberto Anderson negou. Por isso, por volta das 14h30, Parentoni deixou a sessão e, segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), o julgamento de Marcola será remarcado para outra ocasião. A data, porém, ainda não foi definida. Além de Marcola, Júlio César Guedes de Moraes, o Julinho Carambola - que também faz parte da cúpula do PCC -, também será julgado pela morte de Machado Dias. O julgamento de Carambola, segundo informou o TJ, ficou mantido para ontem, mas até as 15h não havia começado.

Marcola não compareceu ao Tribunal, mas não foi informada a causa da ausência do acusado. Tanto Marcola quando Julinho Carambola são apontados como mandantes do crime pela acusação.

Três pessoas já foram condenadas pelo assassinato do juiz entre os anos de 2006 e 2007. João Carlos Rangel Luisi foi condenado a 19 anos de reclusão em regime fechado; Ronaldo Dias, o Chocolate, foi condenado a 16 anos e oito meses de prisão; e Reinaldo Teixeira dos Santos foi condenado a 30 anos de reclusão em regime fechado.

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