Tribuna do Leitor

Por que deixei o PSB


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Recebo e-mails e telefonemas, de amigos e companheiros, querendo saber os reais motivos de minha desfiliação do Partido Socialista Brasileiro -(PSB). Vamos lá. Para quem sempre lutou contra a tirania e o arbítrio, torna-se difícil conviver com aprendizes de ditador. De que adianta militarmos formalmente em um partido, se, na realidade, somente estamos emprestando o nome para artimanhas de quem pensa e julga que é superior a todos. Entendo que um partido político toma posições depois de ouvir o coletivo e sentir o que o agrupamento pensa. No partido de esquerda tradicional, os vencidos em suas propostas apóiam de forma inconteste a corrente vencedora. Isso tem o nome de centralismo democrático. Quando uma única cabeça, pensa e decide, e entende que a maioria tem que acompanhá-la, não está sendo praticado o centralismo e, sim, tentando colocar em prática um ato ditatorial, arbitrário.

Sinceramente, cansei e me desiludi com os rumos tomados pelo glorioso PSB. Sempre atuei no PSB, pensando nas lutas empreendidas por João Mangabeira, Rubens Paiva, Cid Franco e, em nossa cidade, por Edison Bastos Gasparini, Antenor Dias e tantos companheiros que dignificaram o partido, com suas lutas em prol das melhorias de condições de vida do povo. Hoje, nada disso é colocado nas mesas de discussões e o que mais se ouve, é o eu fiz, eu penso, eu quero, eu defino. Chega! Basta!

Ou este partido volta a falar e a atuar no plural ou está irremediavelmente condenado a caminhar a passos céleres para a vala comum, perfilando ao lado daqueles que locam a legenda pela maior quantidade de moedas oferecidas. Como não é o meu método de fazer política, prefiro pular fora e buscar outro canto, onde o coletivo seja ouvido e respeitado.

Antonio Pedroso Júnior

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