Turismo

Trilhas para todos os gostos

Da Redação
| Tempo de leitura: 6 min

As florestas que rodeiam Monte Verde abrigam cinco picos principais: Pedra Redonda, Pedra Partida, Chapéu do Bispo, pico do Selado e Platô. Vale a pena respirar fundo e colocar o pé na estrada. As caminhadas (ou trekking) são uma das melhores maneiras de conhecer a região, por meio das diversas trilhas com variados níveis de dificuldade e tempo de percurso.

Para quem vai com a família, uma das opções é a trilha até a base da pedra do Chapéu do Bispo, percorrida em cerca de uma hora (chegar ao topo requer mais destreza e preparo físico).

Outro percurso fácil que vale a pena é o das Corredeiras do Itapuá, acompanhando o córrego do Cadete, que corre por um vale encaixado que transforma seu leito em um verdadeiro espetáculo de corredeiras e cachoeiras. Para vê-las melhor, é necessário abandonar a trilha principal e seguir pelas diversas entradas que levam à margem esquerda do rio.

A flora é exuberante, uma mistura de floresta plantada com as espécies nativas. No início da manhã é possível ouvir, além do cantar dos pássaros, o barulho dos macacos que habitam o local. No final da trilha há uma escarpa rochosa excelente para a prática da escalada, com cinco vias abertas.

A trilha mais popular de Monte Verde é a de Pedra Redonda, com 926 metros de extensão ou uma hora e meia de caminhada, de nível de dificuldade intermediário. A subida é íngreme e o terreno irregular, mas vale a pena chegar até o fim. O cume da pedra é quase um terraço natural, de onde se tem uma vista de 360º da região. O vento no alto é frio e bastante forte, e é recomendável levar um agasalho, de preferência impermeável. Mas a sensação de dono do mundo é imperdível.

Outra subida que exige fôlego e cuidado para não torcer os pés nas suas pedras irregulares é a do Platô, a segunda trilha mais movimentada de Monte Verde, com vários mirantes em toda a sua extensão, ótimos para apreciar a paisagem e descansar.

Fôlego

Quem gosta de emoção e tem coragem e fôlego, as trilhas da Pedra Partida (2.046 metros de altitude) e Selado (2.080 metros) são as mais indicadas. A primeira é percorrida em duas horas e 45 minutos e em alguns trechos acompanha a crista da serra, tornando-se bastante estreita e desnudando penhascos de mil metros de altura.

Para o passeio, é recomendável ter a companhia de um guia ou pelo menos não se aventurar sozinho. Lá do alto, a vista é deslumbrante e em dias claros é possível até mesmo ver a Pedra do Baú, localizada em Campos do Jordão.

Para alcançar o platô do pico Selado, o mais alto do sul de Minas Gerais, é preciso caminhar quatro horas por uma trilha pouco movimentada, em alguns pontos quase fechada, mas considerada uma das mais bonitas da região. Chegando lá, a paisagem revela toda a região e parte do Vale do Paraíba. Este percurso também é desaconselhável para pessoas desacompanhadas.

Uma terceira trilha de nível avançado é a do Pico da Onça (cinco horas de caminhada, altitude: 1.940 m), que une São Francisco Xavier, no fundo do vale, a Monte Verde, no alto das montanhas. Ainda pouco explorada, exige bom condicionamento físico e conhecimentos de navegação ou a companhia de um guia. O ponto alto é a Floresta dos Duendes: localizada em um vale úmido e profundo e coberta pela copa cerrada das árvores, é fresca e está sempre na penumbra.

A 1.300 metros de altitude, vale a pena também a caminhada até a Fazenda Santa Cruz, imperdível para quem gosta de água e está em forma. Dá acesso a uma das poucas cachoeiras de Monte Verde. A subida é acentuada e por isso é recomendável usar bastões de caminhada e tomar cuidado nas descidas, para não forçar os joelhos.

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A cavalo ou sobre duas e quatro rodas

Alugar um cavalo é uma alternativa interessante para explorar as redondezas ou para fazer trajetos mais longos em Monte Verde. O ponto de aluguel de cavalos fica ao lado do posto de gasolina, logo na entrada da cidade.

Os peões locais estão à disposição durante todo o dia, principalmente nos finais de semana e feriados prolongados, prontos a acompanhar o turista pelos principais pontos turísticos. As trilhas mais selvagens podem ser percorridas com cavalos da raça mangalarga marchadores, em passeios com a companhia de monitores bem treinados.

As estradas de terra e as trilhas até as montanhas são a alegria de quem gosta de sentir o vento e a poeira sobre duas rodas. Os praticantes de motocross e mountain bike encontram em Monte Verde uma variedade de percursos, com o terreno acidentado garantindo a adrenalina e a paisagem compensando o esforço para chegar ao alto. Para quem é adepto da praticidade, é possível alugar na vila bicicletas e motos e contratar guias que conheçam as melhores trilhas.

Monte Verde também conta com uma das maiores frotas brasileiras de quadriciclos. Menos radicais que as motos e mais emocionantes que os jipes, esses veículos são uma ótima opção para se aventurar e se divertir nas ruas e trilhas da região sem o esforço de horas de caminhada.

Muitas trilhas podem ser feitas com o treinamento oferecido pelos monitores para aprender a manobrar os quadriciclos. Eles são simples de guiar, mas parte dos percursos requer o acompanhamento de guias treinados.

Já os jipes 4x4 são mais uma alternativa para quem quer conhecer pontos turísticos de acesso difícil sem suar a camisa.

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Rappel

Para os adeptos de alpinismo e rappel, a região de Monte Verde oferece ótimas opções. Para a prática da escalada em rocha, estão disponíveis vias clássicas e esportivas, das quais sete com proteções fixas e duas para proteções móveis, distribuídas na Pedra Redonda, no Chapéu do Bispo e no caminho para o pico do Selado.

Para iniciantes ou praticantes interessados em aprimorar suas habilidades, é possível fazer uma clínica de escalada. Outra alternativa, para quem prefere descer os paredões de rocha em vez de subir é a prática do rappel.

Os amantes da natureza dispostos a ter um contato mais direto com a Mata Atlântica e observá-la de um ponto de vista diferente – o dos pássaros - podem escolher um dos três percursos de arborismo disponíveis na região, com plataformas suspensas para caminhar na copa das árvores. Presos a um cabo de segurança, os participantes escalam redes e árvores, caminham sobre cabos de aço, equilibram-se em troncos, atravessam pontes suspensas e deslizam por tirolesas.

*Com informações de Rosa Arrais e Mapa Comunicação

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