Turismo

Salt Lake City

Marlene Britto*
| Tempo de leitura: 4 min

Quando decidir ir aos Estados Unidos, meu objetivo era conhecer outras culturas, outros costumes, outra idioma, enfim expandir meus conhecimentos. A princípio iria conhecer somente o Estado de Utah, pois tenho conhecidos naquele local, mais especificamente na Capital, Salt Lake City, chamada também de cidade dos mórmons, pois 60% da população é constituída por membros dessa associação religiosa.

Salt Lake City é um vale cercado por montanhas, possui 180 mil habitantes e em sua área metropolitana há mais de 1 milhão de habitantes. É uma das cidades mais lembradas dos Estados Unidos quando o assunto é esportes de inverno, pois ali se encontra o maior complexo de esqui do Estado de Utah.

Durante o inverno a paisagem muda completamente, grande parte do Estado fica coberto de neve, por esse motivo é que há muitas estações de esqui: Parque City, Deer Valley, Snowbird Ski, Alta, Brighton, Sundance, Solitude, The Cannyons, algumas delas com fama internacional. Em 2002 foram sediadas as Olimpíadas de Inverno. É também na cidade que acontece o Sundance, famoso festival de cinema independente.

Apesar de ser primavera na ocasião em que estive lá, em algumas das estações de esqui em que visitei ainda havia neve e alguns esquiadores profissionais até arriscavam alguma manobra.

Bom, logo no primeiro dia já quis conhecer o centro da cidade e fiquei extasiada, tamanha a organização, limpeza, segurança, a arquitetura dos prédios, as praças superbem cuidadas, jardins maravilhosos e muito floridos, parecia realmente um sonho.

No alto de uma colina encontra-se o exuberante prédio do Capitólio de Utah, sede do Congresso Estadual, onde pude visitá-lo, inclusive em seu interior.

Conheci também outras construções, tais como: Cathedral of The Madeleine, uma igreja católica no estilo gótico, o Templo da Maçonaria, a Prefeitura, a Corte, o City County Bulding, o City Hall, a Governors Manson Public Tours, prédios onde funcionam alguns serviços públicos.

Temple Square

No dia seguinte quis conhecer o magnífico Temple Square, famoso centro espiritual da cidade. Ao chegar lá fui recepcionada por uma jovem brasileira que estava no local, realizando um tipo de estágio para posteriormente sair pelo mundo divulgando a religião. Nesse projeto há jovens de todos os lugares do mundo.

Foram os mórmons que, fugindo da perseguição religiosa em Nova York, foram para Salt Lake e ergueram praticamente tudo o que hoje encontramos.

De acordo com a crença mórmon, em 1820 um anjo surgiu para Joseph Smith, fazendeiro de Nova York, e lhe revelou, numa incompreensível língua antiga, a palavra de Deus. Joseph levou dez anos traduzindo estas revelações e as publicou em 1830, no Sagrado Livro mórmon. Este livro tornou-se base da religião, que também é conhecida como SUD ou Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.

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Cidade reflete religião mórmon

Salt Lake City é uma cidade onde negócios, costumes e leis estão intimamente relacionados aos princípios religiosos mórmons.

Na prática, Salt Lake City é para esta religião o que Roma é para os católicos e por isso centenas de pessoas do mundo inteiro circulam por ali todos os dias. Embora não seja adepta dessa religião, busquei informações a respeito da história, pois é bastante interessante.

A praça onde está localizado o Temple Square possui 10 hectares, nela estão os mais importantes prédios mórmons, que foram construídos entre 1853 e 1893. Infelizmente, apenas mórmons são autorizados a visitá-lo por dentro, porém nos demais prédios do complexo é permitida a entrada, tais como: o Tabernacle e Assembly Hall.

Como sou assistente social, me interessei também pelos trabalhos sociais realizado pela igreja, que são vários.

Logo ao lado está localizado o Museum of Church History and Art, onde é relatada a história dos pioneiros mórmons nas conquistas daquelas terras, e há também objetos de arte. Na praça tem também o Visitors Centers, onde pode-se ver fotos do interior do templo, apreciar pinturas, murais, etc.

Num dos prédios também está localizada a Biblioteca Genealógica, que é o centro da história da família. Reúne registros de quase todo o mundo com mais de 125 milhões de nomes. A coleção da sociedade genealógica de Utah inclui mais de 2,4 milhões de rolos de registros genealógicos microfilmados, 742 mil microfichas, 310 mil livros, fascículos e outros formatos.

A segunda parte da viagem será publicada na edição de 22 de outubro

* Marlene Britto é assistente social.

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