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Major da PM é detido ao tentar escapar de blitz da lei seca no Rio

Folhapress
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Rio - O major da Polícia Militar do Rio Fernando Corrêa de Oliveira foi detido na madrugada de ontem, em blitz da lei seca, em Niterói, após se recusar a fazer exame de bafômetro, apontar a arma para um tenente e tentar fugir, segundo a polícia.

A PM vai iniciar amanhã a investigação sobre o caso, mas a assessoria de imprensa da corporação informou que o oficial já deixou de ser nomeado para uma função que receberia. Ele já estava lotado no Departamento Geral de Pessoal da PM.

O major, sem farda, teria discutido com o tenente que participava da ação. Segundo a PM, ele o chamou de “um merda” e de “moleque fedendo a leite”, antes de sacar sua pistola e apontá-la para a cabeça do policial. Em seguida, tentou fugir, mas foi detido e levado para a delegacia. Posteriormente, o major foi liberado.

O major Oliveira foi autuado por desacato, arruaça e desobediência. Ele será alvo de inquérito da Polícia Militar, em caráter administrativo. Sua carteira de motorista e seu carro foram apreendidos. Oliveira recebeu multa de R$ 957,50.

Duas condenações

O oficial já foi condenado criminalmente por duas vezes a detenção em regime aberto, por atitudes do gênero quando estava de folga.

No primeiro episódio, ameaçou com arma e deu voz de prisão a três funcionários de um ferro-velho em São Gonçalo, que se negaram a lhe vender peça separadamente, de acordo com a polícia.

Oliveira teria “interditado” o local e os teria prendido por três horas. Quando policiais civis chegaram, avisados por vizinhos, ele teria disparado tiros contra o carro da polícia - os tiros atingiram os pneus.

Segundo a polícia, ele teria chamado policiais de “ladrões” e outro de “delegado de merda”. Na delegacia, de acordo com a polícia, danificou o vidro da sala, a cabeçadas.

O oficial foi condenado em primeira instância por abuso de autoridade, dano de carro policial, dano de delegacia e desacato, mas o Tribunal de Justiça o absolveu do abuso de autoridade e do desacato.

No outro caso, também de folga, o major chamou de “soldado de merda” uma policial que operava o 190. Ele havia telefonado para o número de emergência e solicitado o envio de patrulha a um local. Irritado com a soldado Alessandra, invadiu o centro de operações sem se apresentar ao comandante, e a ofendeu.

Formado em direito, o oficial é autor de coletânea de legislação sobre “procedimentos policiais militares”, que ensina, entre outras coisas, sobre “poder de polícia”, “perturbação do sossego alheio”, “prisão de militares’’ e a “lei do abuso de autoridade”.

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