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Decretada prisão da viúva de milionário

Folhapress
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Rio - A juíza da 2.ª Vara de Rio Bonito (RJ), Roberta dos Santos Braga Costa, decretou a prisão preventiva de Adriana Ferreira Almeida, viúva do milionário da Mega-Sena Renné Senna, assassinado em 2007. Dois anos antes de ser morto, ele ganhou R$ 51,8 milhões na Mega-Sena.

Adriana ficou presa mais de um ano e foi solta em junho do ano passado. Segundo a juíza, a decisão de mandar prendê-la novamente se deu porque ela está em local “incerto e não sabido”. Adriana é considerada foragida.

A Justiça pediu novamente a prisão da viúva após o Ministério Público do Rio acusá-la de morar em “local incerto e não sabido”. De acordo com a Promotoria, ela foi procurada em várias diligências realizadas em dias e horários diferentes, mas não foi encontrada.

A assessoria do Tribunal de Justiça do Rio informou que o advogado de Adriana apresentou ontem um documento que comprovaria o atual endereço da viúva. Contudo, a documentação ainda não foi analisada pela juíza responsável pelo pedido de prisão. A reportagem não conseguiu localizar o advogado de Adriana.

“Não há como se afastar da óbvia conclusão suscitada pelo Ministério Público em seu parecer de que a ré, de fato, tenta se esquivar da aplicação da lei penal no momento em que se afasta do distrito da culpa, mudando de domicílio sem prévia comunicação ao juízo, principalmente se considerarmos que os co-réus Anderson Silva de Souza e Ednei Gonçalves Pereira, acusados de serem os executores do assassinato da vítima Renné Senna a mando de Adriana Ferreira de Almeida, foram recentemente condenados em sessão plenária do Tribunal do Júri a pena privativa de liberdade de 18 anos de reclusão”, disse a juíza em seu parecer.

Além de Adriana, sua amiga Janaína de Oliveira, que é mulher de Anderson; Ronaldo Amaral de Oliveira e Marco Antônio Vicente ainda não foram julgados e respondem ao processo em liberdade. Renné foi morto com quatro tiros na cabeça no dia 7 de janeiro de 2007 em um bar. Segundo a denúncia do Ministério Público, o homicídio foi cometido por motivo torpe, pois Adriana pretendia se beneficiar de um testamento preparado pelo marido.

Crime

Ganhador de R$ 51,8 milhões da Mega-Sena em 2005, Renné foi morto com quatro tiros na cabeça no dia 7 de janeiro de 2007 em um bar. Para O Ministério Público, Adriana Almeida ordenou o crime.

Segundo a denúncia enviada à Justiça, a viúva teria se aliado a uma amiga e a quatro ex-seguranças do milionário: o cabo da Polícia Militar Marco Antônio Vicente; o sargento Ronaldo Amaral de Oliveira, conhecido como China; o funcionário público Ednei Gonçalves Pereira; o ex-PM Anderson Sousa e a mulher dele, a professora de educação física Janaína Silva de Oliveira.

Sousa foi chefe da segurança do milionário e, segundo as investigações, ele e Pereira teriam sido os autores dos disparos que mataram o milionário.

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