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Boné não dá proteção total, alerta especialista

Luiz Beltramin
| Tempo de leitura: 2 min

Engana-se, entretanto, quem acredita que o boné é garantia de proteção total aos efeitos solares nocivos. “Quanto maior for a cobertura, com chapéus de abas largas, melhor”, atesta o dermatologista Cláudio Sampieri Tonello, do Instituto Lauro de Souza Lima. “Claro que o chapéu é desconfortável para caminhada”, reconhece. “Mas o ideal é cobrir as orelhas”, receita o especialista. Mesmo assim, boa parte dos adeptos segue com as passadas de “cuca” exposta. “Eu nem tenho boné, mas uso protetor”, garante a universitária Isadora Bianca Quaiotti, 18 anos, tranqüila com o uso de filtro solar com Fator de Proteção (FPS) de intensidade 50. Entretanto, atesta Tonello, mesmo com o protetor – também obrigatório – a cobertura ainda é indispensável.

Além disso, acentua, a “blindagem” da pele contra os raios solares nocivos é assegurada por filtros com FPS entre 15 e 30. Índices superiores, esclarece, têm o mesmo potencial de proteção e são recomendados, especificamente, para quem já possui alguma doença de pele. “É importante também que o protetor seja aplicado, no mínimo, 30 minutos antes de sair de casa”, orienta.

A falta de simples precauções, adverte o especialista, pode resultar em graves problemas, principalmente no desenvolvimento de câncer de pele, que ao contrário do imaginado por muitos, não faz as principais vítimas entre trabalhadores expostos ao sol, seja no campo ou na cidade. “A maioria dos casos de câncer de pele ocorre sobre quem não se cuida mesmo”, testemunha o médico, que ainda recomenda caminhadas antes das 10h e após as 16h, períodos com menor intensidade solar. “A falta de cuidados, de forma imediata, resulta em queimaduras, geralmente de primeiro grau. A falta de atenção repetida pode gerar o câncer de pele, manifestado através de pequenas lesões, como feridas que não cicatrizam ou pelotas do tamanho de espinhas, que não desaparecem”, adverte.

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