A pouco mais de três meses do Carnaval, ainda não é certo os rumos da folia bauruense. Definido, por enquanto, é que a cidade terá a Festa do Momo em 2010 e no Sambódromo Municipal, de acordo com o secretário municipal de Cultura, Pedro Romualdo. A prefeitura, também de acordo com Romualdo, estuda repasse de verba às Escolas.
Ontem, depois de reunião com o titular da pasta, integrantes da Liga das Escolas de Samba e Entidades Carnavalescas de Bauru (Lesec) estiveram no Jornal da Cidade para manifestar seu desejo de retomar a realização do Carnaval nos moldes antigos. Eles aguardam audiência com o prefeito Rodrigo Agostinho, a ser agendada para a próxima semana, para dar início à definição da festa.
“O desfile realizado na Nações Unidas nos dois anos anteriores deu uma injeção de ânimo para o Carnaval. Mas queremos aumentar o nível. Fazer um Carnaval com desfile de escolas de samba mesmo, esse é nosso sonho”, afirma Francisco Carlos Saes, da Tradição da Zona Leste. “Se retomarmos o Carnaval nos moldes de antigamente, acredito que em três anos estaremos fazendo os belos desfiles que ficaram famosos na cidade”, completa Pasqual Storniolo, presidente da Cartola.
Quanto ao patrocínio, desde o início das discussões a Prefeitura afirmou não ter verba para o Carnaval, mas, de acordo com Romualdo, está em estudo a liberação de um recurso mínimo às Escolas. “Nós nos fazemos o Carnaval, mas possibilitamos a sua realização. Não temos dinheiro suficiente, mas queremos viabilizar uma ajuda de custo básica. Mandei um projeto para o Agostinho e ele está avaliando. A idéia é garantir em Lei, todos os anos, essa verba mínina, seja repassando um valor para cada Escola, ou em forma de concurso durante o Carnaval”, afirma o secretário. “Precisamos aproveitar esse animo, a boa vontade que estamos sentindo em todos e unir forças para ir em busca também de patrocínio da iniciativa privada”, completa.
De acordo com a Lesec, seis Escolas estariam interessadas na realização dos desfiles no Sambódromo. “Nós sabemos fazer Carnaval, cada Escola tem profissionais muito bons. Agora precisamos das decisões para começar a trabalhar”, finaliza Avelino de Souza, presidente da Lesec e da Coroa Imperial.