A reportagem também foi procurada pela família da aposentada Maria de Lourdes Bento de Souza, 75 anos. Ela foi internada na Unidade Intensiva de Tratamento (UTI) do Pronto Socorro Central (PSC) por volta das 16h de domingo com suspeita de Acidente Vascular Cerebral (AVC).
O neto da paciente, que pediu para não ser identificado, conta que a informação passada para a família é de que ela, como os outros pacientes, deveria esperar por uma vaga na UTI do Hospital Estadual.
Com a demora para surgir a vaga, os familiares foram aconselhados a procurar a Justiça. “Eu conversei com a assistente social que disse que a Justiça era o meio mais fácil de solucionar o caso. Mas, por motivos desconhecidos, na manhã de ontem a minha avó, que estava internada na UTI, e por isso achávamos que o caso era grave, recebeu alta e foi levada direto para a casa”, conta o neto.
Mas os problemas não terminaram aí. Na hora de levar a paciente do Pronto-Socorro para sua residência, a ambulância não tinha maca especial para obesos.
“Levaram em um colchão com a ajuda de oito pessoas. Quando chegou na casa da minha mãe, ao tirar minha avó do veículo, o colchão rasgou”, revela o neto, que enviou à reportagem uma foto da avó sendo conduzida na viatura em um colchão.
De acordo com Fernando Monti, secretário municipal da Saúde, a questão é estritamente médica.
“Eu acredito e tenho confiança na equipe médica do PS. São pessoas que têm experiência na questão de urgência e emergência. Antes da liberação da paciente, acredito que tenha havido uma avaliação médica criteriosa que tenha definido que ela tinha condições clínicas de ir para casa”, afirma Monti.