São Paulo - De acordo com o estudo, as mulheres sofrem mais de depressão do que os homens - uma em cada quatro manifesta o problema ao longo da vida, contra 11,3% deles.
No entanto, a doença incapacita mais o sexo masculino - 62% apresentaram alguma incapacitação grave em relacionamentos, atividades em casa ou no trabalho e na vida social, enquanto 46% delas tiveram o problema. “Vimos que a incapacitação aumenta quanto mais precoce é a doença”, afirma Laura Andrade.
Uma das explicações é que o homem tende a lidar mal com o problema. “Ele tem outras estratégias, como abuso de drogas, álcool, envolvimento em violência. Muitos dos diagnosticados como abusadores de substâncias têm primariamente depressão, mas elas mascaram a sintomatologia”, diz Lacerda.
A dificuldade de identificar os sintomas também explica os menores índices de prevalência entre eles.
Com relação à classificação da doença, 73% das depressões diagnosticadas eram graves ou muito graves (com sintomas mais intensos). Mais da metade (53%) manifestou algum outro transtorno psiquiátrico e 45% apresentou ansiedade associada.
Entre as principais comorbidades, os pacientes apresentaram dores de cabeça graves e freqüentes (54,7%) e dores nas costas (39%) - sintomas relacionados à doença.
Nos últimos 12 meses, 10,4% da população estudada manifestou a doença. Esse número, segundo os pesquisadores, é mais alto do que as taxas dos EUA, por exemplo, país com índices elevados da doença.