Belo Horizonte - Líder nas pesquisas de intenção de voto para a Presidência nos cenários em que Aécio Neves (PSDB-MG) é seu adversário, o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) voltou a afirmar que abrirá mão de suas pretensões presidenciais caso o mineiro seja o candidato tucano. “Se Aécio se viabilizar candidato a presidente, penso que a sua presença é tão importante para o Brasil que a minha candidatura não é necessária mais”, disse em Belo Horizonte, onde se reuniu com o tucano.
Ciro já havia feito o mesmo discurso em BH em julho, quando o cenário político era outro, com a janela para a troca de partido ainda aberta.
Aécio e Ciro foram recebidos por correligionários aos gritos de “a melhor chapa do Brasil”, no lançamento de um portal voltado a ONGs e voluntários.
O mineiro disse que avalia “todas as possibilidades” e que, se pudesse estar aliado a Ciro, “seria extraordinário”. Eles almoçaram juntos, a sós, na residência oficial do governador.
Aécio sempre cita como vantagem de sua eventual candidatura um maior poder de agregar apoio de partidos que hoje estão na base do governo federal. O PSB de Ciro é um dos partidos que o PT tem como certo na coalizão em torno da eventual candidatura da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil).
Diferentemente de sua última passagem por BH, quando os ataques de Ciro ao governador de São Paulo, José Serra, chegaram a constranger Aécio, a artilharia verbal do deputado contra o paulista diminuiu. Em sua única menção a Serra, se referiu a ele como “coiso”, ao explicar sua transferência de domicílio eleitoral para São Paulo.
Segundo Ciro, “o coiso ou seus aliados poderiam tentar a impugnação” de sua candidatura à Presidência por pertencer à mesma circunscrição eleitoral de seu irmão, o governador do Ceará, Cid Gomes (PSB).
Ao comentar as declarações do ex-prefeito do Rio Cesar Maia (DEM), que afirmou que Serra “lembra os piores caudilhos”, Aécio disse esperar que os ataques do DEM ao PSDB não prejudiquem a candidatura tucana à Presidência. “Acho que todos nós devemos ter muita cautela daqui por diante nessas manifestações.”