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Pai e filho morrem ao cair de prédio

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - Um consultor de 30 anos teria jogado o filho - de 2 anos - do alto de um prédio na zona sul de São Paulo e, em seguida, pulado, na manhã de ontem. Ambos morreram na hora. Para a Polícia Civil, há indícios de que ele tenha planejado a ação porque anteontem deixou um bilhete para a ex-mulher e ontem telefonou para a mãe. Também teria telefonado a colegas e afirmado que poderia fazer uma “besteira”. Ele estava inconformado com a separação, afirmou a ex-mulher e mãe do garoto.

Por volta das 10h, o consultor foi ao apartamento onde morava o filho, no quinto andar de um prédio de classe média alta localizado na rua Correia de Lemos, Chácara Inglesa. A babá, que estava com o menino na ocasião, disse à polícia que deixou pai e filho sozinhos para ir à lavanderia; quando voltou, viu ambos entrando no elevador e pensou que desceriam, mas o pai subiu com o menino até o último andar - 18.º -, de onde jogou a criança e pulou.

De acordo com o delegado Carlos Henrique Fabrini, plantonista 16.º DP, anteontem o consultor deixou um bilhete dizendo que amava a ex-mulher e desejava a ela um bom plantão - ela trabalha em um hospital. Ontem, ele telefonou para a mãe e disse que nunca teve a intenção de magoá-la.

O delegado afirmou que o menino era filho único, mas não soube dizer a quanto tempo o casal estava separado. A mãe, emocionalmente abalada, não foi à delegacia.

O carro usado pelo consultor foi apreendido. A polícia instaurou inquérito e já selecionou testemunhas para serem ouvidas - entre elas vizinhos, colegas e familiares. Ainda não há confirmação de quando ocorrerão os depoimentos.

Veneno

Policiais militares afirmaram ter encontrado um envelope de veneno de rato e dois copos com água no apartamento. A PM não soube informar se o veneno foi ingerido por alguma das duas vítimas. Um policial afirmou que um dos copos encontrados ao lado do veneno tinha tamanho menor e, nele, havia um canudo.

A babá, que cuidava do menino quando o pai chegou, disse à polícia que o veneno não era do apartamento. O material foi encaminhado para perícia.

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