O GRSA/Itabom apresentou, ontem à tarde, seus dois reforços para a disputa do Campeonato Paulista e Novo Basquete Brasil (NBB). O norte-americano Jeff Agba e Ricardo Azevedo, ambos alas/pivôs, chegaram a Bauru e participaram de entrevista coletiva, ao lado de dirigentes e comissão técnica da equipe. Jeff vem do basquete chileno, onde defendia o Boston College, e Ricardo retorna ao Bauru, após passagem pelo Sorocaba. O GRSA/Itabom revela ainda que o pivô Marcelo deixará o elenco bauruense após o final do Estadual.
Além do Chile, Jeff já jogou em vários países, como Noruega, Áustria e México. O jogador ainda vai precisar se adaptar ao Brasil e ao estilo de jogo no País e é sucinto em sua primeira impressão do Brasil. “Quente”, resume. Jeff atua tanto na posição 5 (pivô) quanto na 4 (ala/pivô) e comenta que seu jogo em quadra dependerá das necessidades do time. “Em cada time tenho um papel. No Boston (College) minha função era marcar pontos. Aqui, não sei qual será meu papel, ainda vou me encaixar”, analisa.
Jeff, com 2,10 de altura, explica sua opção por jogar no País. “Queria jogar no Brasil, acredito que é o melhor para minha carreira. A liga brasileira e a argentina são as melhores da América do Sul”, considera. O ala/pivô esclarece também a demora de quase dois meses para finalmente vestir a camisa do Bauru. “Eu estava jogando no Chile e o visto demorou para sair. Eu não tinha o que fazer, tudo o que eu faço é jogar basquete. Quando eu consegui o visto, meu time estava no playoff e é duro deixar o time no meio do playoff”, argumenta.
A chegada de Jeff cria grande expectativa entre os torcedores, que vêem no jogador potencial para ser um ídolo, como Larry Taylor, principal estrela do GRSA/Itabom. Jeff mostra cautela e promete empenho para ganhar status de ídolo. “Você não pode ser um ídolo em poucos jogos. O Larry jogou aqui no último ano e jogou bem. Eu vou procurar fazer o meu melhor e, se isso (jogar o melhor) acontecer, eu vou ser um ídolo no Brasil. O único jeito de você fazer isso é seguindo em frente e trabalhando duro. Eu vou trabalhar duro”, assegura.
Jeff conta ainda como começou a jogar basquete e compara o basquete nos Estados Unidos ao futebol no Brasil. “Lá é igual ao futebol no Brasil. Você joga na rua, na escola. Eu pratiquei vários esportes. Joguei futebol (americano), tentei vários tipos de esportes. Aí você vai crescendo, crescendo... Comecei a jogar basquete quando estava no High School (colégio)”, destaca. Jeff revela que nunca teve uma real chance de jogar na NBA por uma série de problemas particulares. O jogador chegou a tentar entrar para a liga norte-americana em 2003, mas questões fora da quadra têm um peso fundamental na escolha dos calouros. “Você precisa ter um bom agente. É muita política e eu nunca tive um bom agente”, observa.
O técnico Guerrinha lista as qualidades do reforço estrangeiro do GRSA/Itabom. “Ele é alto, mas tem boa mobilidade. Além disso tem bom passe, e um bom posicionamento na defesa. Uma característica dos americanos é que têm bons fundamentos. Ele impõe respeito no garrafão, tem tamanho e experiência. Isso é muito importante”, diz o treinador, que fala também sobre a adaptação de Jeff ao time. “Vamos ver nos treinamentos. Ele só vai estar 100% com o time em janeiro. Mas creio que no playoff aqui (quartas-de-final do Paulista) ele já vai estar jogando uns 60%”, projeta.
Azevedo
Ricardo Azevedo, com 2,01 de altura, volta ao GRSA/Itabom repatriado do Sorocaba. O atleta integrou o elenco comandado por Guerrinha na última temporada e relata os motivos que o trouxeram de volta. “Meu objetivo era jogar o NBB. Tive outras propostas, mas aqui já tinha uma amizade e optei por Bauru”, diz. O jogador acredita que sua adaptação será rápida. “Já conheço a maioria das jogadas e joguei um ano com o pessoal”, lembra.
Guerrinha explica a saída e retorno de Azevedo ao time. “Isso são ajustes em função da parte financeira. Fizemos um replanejamento e ficamos com uma base: o Alex, o Fischer e o Larry. Tínhamos o Ricardo e o Renato e optamos pelo Renato porque ele faz a função 5 e 4. Fomos melhorando a parte financeira e o trouxemos de volta”, destaca.