A recuperação econômica dos Estados Unidos e os esforços pela paz mundial estão diretamente ligados aos rumos da Ásia. A avaliação é do presidente norte-americano, Barack Obama, e foi destacada em mensagem de rádio transmitida ontem ao continente asiático.
A declaração de Obama foi feita na Capital sul-coreana, Seul, após passagens do líder americano por China, Japão e Cingapura. “Ao sair da pior recessão em várias gerações, não há nada mais importante que fazer tudo o possível para recuperar nossa economia e que os americanos voltem a trabalhar, e, para conseguir esse objetivo, irei aonde for necessário”, afirmou, em justificativa à viagem.
A presença de Obama na Ásia reforça a aliança comercial entre os Estados Unidos e os países do continente. Atualmente, China, Japão e outras potências asiáticas são os maiores parceiros comerciais dos americanos e, segundo Obama, esta relação econômica “sustenta milhões de empregos” em seu país.
Apesar da aliança econômica com a Ásia, o presidente norte-americano se mostrou preocupado em relação ao controle de armas de destruição em massa e ascensão política de grupos extremistas no continente.
“O risco da corrida armamentista nuclear ameaça nossa segurança, e extremistas planejam ataques contra o território americano”, advertiu. Obama também pediu aos líderes asiáticos que se esforcem em busca de medidas de combate às mudanças climáticas. Ele ainda afirmou que conseguiu apoio da China e da Rússia ao veto internacional à corrida nuclear promovida por Teerã e Pyongyang.
“Irã e Coréia do Norte devem cumprir suas obrigações internacionais, seja renunciar às armas nucleares ou assumir as conseqüências.”