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Dilma afirma que é natural mensaleiros voltarem ao comando do partido

Folhapress
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Brasília - Pré-candidata do PT à sucessão presidencial, a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) minimizou ontem o possível retorno ao comando do partido de envolvidos no escândalo do mensalão, a maior crise do primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ao votar no PED (Processo de Eleições Diretas), a ministra afirmou que a volta de petistas envolvidos no suposto esquema de compra de votos faz parte do processo democrático.

Para a ministra, como não houve nenhuma condenação, é “natural” que eles exerçam seus direitos políticos. “Acho que o PT está procedendo de forma correta. Até agora, nós não temos nenhuma dessas pessoas julgadas ou condenadas em definitivo, então, acho normal que elas exerçam seus direitos políticos. Ninguém pode se cassado a priori”, disse.

Segundo reportagem publicada anteontem, o candidato favorito a vencer as eleições do PT, José Eduardo Dutra, e seu principal adversário, José Eduardo Cardozo, afirmam que, se eleitos, não colocarão obstáculo à volta de petistas que são réus no mensalão, com o ex-ministro José Dirceu e os deputados federais José Genoino e João Paulo Cunha.

Adotando um discurso conciliador de candidata, a ministra evitou polemizar sobre possíveis rachas nos Estados.

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Depoimento no Senado

Brasília - Dilma Rousseff afirmou ontem que está disposta a explicar no Congresso o apagão elétrico que atingiu 18 Estados no início do mês, se essa for a vontade do governo e dos parlamentares. Dilma subiu o tom das críticas aos líderes da oposição que pretendem explorar o problema nas eleições de 2010 e os acusou de terem memória curta.

Segundo a ministra, a recente falha de distribuição de energia não pode ser comparada ao problema registrado durante o governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002).

“Fui convidada [a prestar esclarecimentos]. Se for do interesse do governo e do Parlamento, eu irei. Não tenho o menor problema para falar sobre isso”, disse.

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