Por que será que a Emdurb, volta-e-meia, curva-se a uma minoria de reclamões barulhentos que insiste em reinvindicar “direitos” que não passam de desculpas esfarrapadas para justificar sua desobediência às normas legais? Será que haveria mesmo a necessidade de mudança no perfil dos atuais azuizinhos, cuja missão é simplesmente fiscalizar o trânsito e multar os seus infratores, além de auxiliar na melhoria de seu fluxo em períodos críticos ou situações especiais, como acidentes?
Não seria um desperdício de dinheiro público, da maioria da população ordeira e trabalhadora, que respeita as leis e os direitos dos outros, exigir desses servidores treinamentos e cursos, senão melhor nível de escolaridade, para que possam “educar” os motoristas mal-educados?
Que tipo de educação seria essa, se as leis de trânsito são claras e acessíveis a qualquer cidadão, seja nos cursos de obtenção da CNH ou de reciclagem, seja nas sinalizações existentes em todas as vias de circulação de veículos? Salvo em casos excepcionais, todo infrator de trânsito sabe o que está fazendo e tem que assumir os riscos de sua conduta inadequada.
O que ocorre, todavia, é que esses indivíduos não respeitam as normas de trânsito, querem levar vantagem sobre a maioria obediente, querem chegar primeiro, estacionar onde não podem, falar ao celular dirigindo, etc., e quando são pegos com a “mão na botija”, ficam revoltados e descarregam sua ira sobre os funcionários que estão apenas cumprindo seu papel.
Não contentes com isso, ainda têm a coragem de vir a público reclamar da ação desses fiscais, reivindicando o direito de transgredir sem serem punidos. E parece que essa minoria ainda consegue ser ouvida e atendida, como deverá ocorrer se a Emdurb realmente puser em prática sua intenção de mudar o perf il dos azuizinhos, conforme manchete do JC de 19/11/09. E assim vai se perpetuando a famigerada “Lei de Gérson”, neste caso com o patrocínio de um órgão público, que deve satisfação de seus atos à população que o mantém.
Luiz Alberto Coradi - engenheiro agrônomo