Manila - As forças de segurança das Filipinas encontraram mais 22 corpos em uma vala comum no sul do país, elevando para 46 o número de mortos em um massacre ligado á rivalidade entre dois clãs políticos da região.
Não se sabe se há mais corpos enterrados no local, já que o grupo armado supostamente ligado a um clã político rival sequestrou um grupo de cerca de 40 políticos, civis e jornalistas que iam apresentar uma candidatura às eleições de maio de 2010.
Tropas extras foram enviadas à região, onde o governo decretou estado de alerta por tempo indeterminado - o que permite detenções sem justificativa, além de um controle maior sobre a circulação de pessoas.
Em uma ação violenta, um grupo armado com cerca de cem homens sequestrou um comboio de três vans com cerca de 40 pessoas que iam acompanhar a mulher de um vice-prefeito local para a inscrição de seu marido para um dos cargos de governador em disputa na eleição geral de 2010 e abriu fogo sobre eles. Até o momento, sabe-se que dois deles eram advogados e que havia ainda duas irmãs do vice-prefeito. A União Nacional dos Jornalistas das Filipinas afirmou que ao menos dez repórteres locais faziam parte do comboio.