Pelo menos 48 concursos públicos com editais publicados no Diário Oficial estão com inscrições abertas em todo o País e oferecem 13.834 oportunidades de emprego a candidatos de todos os níveis de escolaridade. Os salários podem chegar a R$ 19 mil, para as seleções que exigem curso superior no Tribunal de Justiça do Paraná.
Mas aqueles que têm interesse em participar devem se apressar. Hoje já termina o prazo de inscrição para o concurso da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos, em São Paulo, em que estão em disputa 141 vagas para maquinistas. Este também é o prazo para a entrega dos formulários em busca de uma das 10 vagas para trabalhar no Instituto Nacional de Metrologia, Normatização e Qualidade Industrial (Inmetro), no Rio de Janeiro.
O salário oferecido é de R$ 13.937,35, mas para se inscrever, é preciso ter doutorado. Além das vagas já disponíveis, em alguns concursos haverá também a formação de cadastro de reserva, ou seja, os aprovados poderão ser chamados conforme a abertura de vagas durante a validade do concurso.
Embora a estabilidade e os bons salários do serviço público sejam ótimos atrativos, passar em uma destas provas não é tarefa fácil. A concorrência é alta e, cada vez mais, bem preparada.
“Há um número muito grande de vagas abrindo no Brasil, tem muitos funcionários se aposentando. Além disso, muitos cargos de confiança, agora, terão que ser contratados através de concurso. Mas a concorrência é grande”, explica Ana Cláudia Goda Espontão, sócia-proprietária de uma escola preparatória para concursos em Bauru.
Conforme ela explica, para obter maiores chances de aprovação, a dica é se preparar por, pelo menos, oito meses para concorrer a cargos de ensino médio e por um ano para o nível superior, com dedicação aproximadamente oito horas de estudo por dia. “O material a ser estudado é extenso e não adianta deixar para última hora. É claro que tudo depende da capacidade de assimilação de cada um, mas é preciso ter em mente que não dá para se classificar sem acertar pelo menos 75% das questões de toda a prova”, diz.
Básico x específico
Ana destaca que os conteúdos de conhecimentos específicos precisam receber atenção especial, já que costumam ter maior peso e, geralmente, representam a maior parte das questões da prova. No entanto, as disciplinas básicas – como português, matemática, atualidades e interpretação de textos – também não devem ser esquecidas, assim como as áreas de informática e raciocínio lógico. “Além disso, é preciso conseguir controlar o nervosismo, algo que tem prejudicado bastante os candidatos na hora da prova”, acrescenta.
A especialista considera importante que os candidatos definam, antes de mais nada, a área na qual pretendem atuar, entre elas a tributária, de segurança, bancária, judiciária, entre outras. Ela explica que, desta forma, fica mais fácil conseguir a vaga, já que o candidato passa a estudar com direcionamento.
“A partir daí, eles podem focar na preparação e até desenvolver técnicas específicas e um programa de estudo que são mais apropriados para aquela área”, diz, frisando que o candidato também deve escolher o tipo de carreira com a qual tenha mais afinidade para evitar futuras frustrações.
“Não adianta levar em conta apenas o salário. Os concursos podem oferecer cargos que paguem R$ 19 mil, mas traz conteúdos de conhecimento específico que demandam muito tempo de estudo”, pontua.
E, já que os concursos exigem conhecimentos de áreas bastante especializadas, Ana Cláudia explica que a utilização de apostilas é fundamental para disciplinar o ritmo de estudo, mesmo para quem pretende ser aprovado por conta própria.
“O curso preparatório acaba impondo uma rotina ao aluno e direcionando o foco dos estudos, o que ajuda a planejar o melhor aproveitamento do tempo disponível até o dia da prova. Mas, mesmo para quem estuda em casa, as apostilas ajudam a estabelecer alguma disciplina”, pondera.