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PM e Sorri inauguram equoterapia

Maíra Soares
| Tempo de leitura: 3 min

Relâmpago, Janus e Paçoca terão uma nova missão a partir da próxima segunda-feira. Os três cavalos da Cavalaria da Polícia Militar, além de continuar trabalhando no patrulhamento das ruas, farão parte do trabalho de equoterapia desenvolvido pela Sorri Bauru em um centro para a atividade inaugurado ontem no Comando de Policiamento do Interior-4 (CPI-4), na Vila Antártica. Inicialmente, 12 usuários da Sorri com paralisia cerebral ou autismo, dentre outras deficiências, participarão do processo de reabilitação envolvendo os animais.

O centro de equoterapia, na verdade, já existia no CPI-4, mas precisava de algumas reformas. A Sorri recebeu o convite para utilizar o espaço e, com a ajuda de diversas empresas da cidade, conseguiu reformá-lo, construindo também uma passarela de acesso para cadeirantes. Agora, uma equipe com fonoaudiólogo, psicólogo, fisioterapeuta da instituição e um equitador da PM passará a atuar no local.

Elisabete Nardi, administradora geral da Sorri, diz que a instituição sentia falta de uma atividade como a equoterapia para colaborar com a reabilitação dos usuários. “Dentro do processo de reabilitação, esse é um dos serviços que tem como objetivo melhorar a qualidade de vida da pessoa com deficiência. Sentíamos falta, estamos muito felizes com a parceria e queremos que ela continue por muito tempo”, diz.

Para o coronel Pedro Batista Lamoso, comandante do CPI-4, o trabalho é uma maneira de aproximar o policial da sociedade. “Isso proporciona uma interação muito grande com a comunidade. Às vezes, a sociedade não reconhece o serviço de fiscalização feito pelos policiais e, nesses eventos em que a polícia auxilia pessoas com deficiência, conseguimos construir um melhor relacionamento”, afirma.

A equoterapia é um método terapêutico e educacional que utiliza o cavalo e uma equipe multidisciplinar de profissionais visando benefícios à saúde das pessoas. Em Bauru, a atividade abrangerá somente pessoas com necessidades especiais.

De forma lúdica e prazerosa, o método é eficaz na obtenção de benefícios neuromotores, psicossociais e educacionais. Os praticantes desenvolvem, por meio do trote do cavalo e seu vínculo afetivo com o animal, equilíbrio, coordenação motora, consciência corporal, atenção, concentração, socialização, auto-estima e autocontrole.

Equipe pronta

Os quatro profissionais diretamente ligados a equoterapia estão preparados e animados para começar o trabalho. Marcela Pinto, fonoaudióloga da Sorri, conta como serão os primeiros dias de atividade.

“No início faremos primeiro uma apresentação dos cavalos aos praticantes para eles irem se acostumando com os animais. Só posteriormente vamos montá-los nos cavalos”, explica. Os outros dois funcionários da instituição que participarão da atividade são o fisioterapeuta Caio Fernandes da Silva e a psicóloga Fernanda Piovesan Dota.

Membro da Cavalaria da Polícia Militar de Bauru há 14 anos, o sargento Boaventura será o equitador do grupo. “Eu vou escolher o cavalo com o andar mais adequado para cada praticante de acordo com as informações médicas. Além disso, vou checar se o animal está bem para trabalhar no dia, se ele não tem nenhum problema de saúde”, expõe.

Os 12 primeiros participantes foram selecionados dentre os usuários da Sorri Bauru por meio de indicação médica e têm idades entre 2 e 25 anos. As atividades serão realizadas com os praticantes às segundas-feiras, das 7h30 às 12h.

No período da tarde, os pais dos pacientes serão atendidos na sede da instituição para receber informações sobre a evolução da terapia. Para participar, é necessário ser usuário da Sorri e já existe uma fila de espera para o serviço realizado no CPI-4.

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