A família de Luís Eduardo de Jesus, 20 anos, não via o rapaz desde a noite de anteontem. Ele saiu de casa e não voltou mais. Na manhã de ontem, seu corpo foi localizado no final da rua Osvaldo Iackstef, entre o Jardim Tangarás e Jardim Manchester, em Bauru. Aparentemente, ele foi morto a golpes de tijolo. O corpo só foi reconhecido no final da tarde de ontem.
Segundo informações da Polícia Militar (PM), Jesus foi localizado no início da manhã de ontem. Por volta das 7h, denúncia feita ao Centro de Operações da PM (Copom) dava conta que havia um corpo no local, uma rua sem habitações. O comandante da 4.ª Companhia da PM, capitão Paulo César Valentim, conta que ao redor da vítima haviam sinais de briga e marcas de pneus. Além disso, foram encontrados bilhetes para a mãe e namorada.
O rapaz tinha um ferimento grave na cabeça. Também foi encontrado um tijolo com vestígios de sangue. Como não portava documentos, os policiais não conseguiram identificá-lo de imediato. O delegado plantonista Ronaldo Divino Ferreira foi até o local, assim como a Polícia Científica, para periciar o terreno. O corpo do rapaz foi levado ao Instituto Médico Legal (IML), onde permaneceu durante toda a tarde, aguardando a identificação por parte de familiares.
De acordo com o capitão Valentim, no meio da tarde de ontem a PM recebeu informações anônimas sobre quem seria o rapaz, que morava no Jardim Tangarás. “Fomos procurar a pessoa que foi identificada como sendo a mãe da vítima e ela acabou reconhecendo-o”, explica. Ainda segundo o capitão, a família revelou que viu Jesus pela última vez na noite de anteontem.
“Também fomos informados, via denúncia anônima, que ele estava sendo procurado por algumas pessoas e que elas o encotraram ontem (anteontem)”, conta. “Ao que tudo indica, ele seria usuário de drogas e teria algumas dívidas”, comenta o capitão. “Mas nós já temos algumas suspeitas dos autores”, adianta.
Até o final da tarde de ontem, os policiais ainda procuravam suspeitos de envolvimento na morte de Jesus. O caso será investigado pela equipe de homicídios da Delegacia de Investigações Gerais (DIG).