Geral

Natal incentiva valores positivos

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

Abraços, beijos, brindes, trocas de presentes, de cartões, cantatas, muitas cores, luzes, mesa farta. Esta é a imagem do Natal para a maioria das pessoas. É também um momento de confraternização, de encontrar amigos e parentes que não se vê faz muito tempo, de reunir a família para conversar até altas horas. É tempo de perdoar e pedir perdão, de ajudar o próximo. Enfim, é um momento de paz, alegria e descontração.

Outro sentimento que vem à tona nesta época é o da solidariedade. Além das cestas básicas, cestas de Natal e presentes que são entregues todos os anos às crianças e famílias carentes, há bauruenses que doam seu tempo para conversar com aqueles que passam quase o ano todo sem um ouvido amigo para ouvir (não apenas escutar) o que eles têm a dizer.

O casal Leonídia e Adão Temple, por exemplo, estão no grupo daqueles que aguardam a chegada do Natal com muita expectativa. Segundo eles, é a única data em que conseguem reunir grande parte da família para trocar presentes e dividir um espaço ao redor da mesa.

“Quando a gente se reúne é uma festa”, afirma Leonídia, que pertence a uma família de seis irmãos. Ela conta que os pais dela sempre fizeram questão de comemorar a data e isso tornou-se uma tradição. Mesmo com a ausência dos pais, que não estão mais neste mundo, os irmãos continuam se reunindo todos os anos. E o grupo cresceu porque agora tem as esposas, maridos, filhos, sobrinhos.

Uma parte mora em Bauru e a outra em São Paulo. Este ano, a ceia e o almoço de Natal serão em Bauru. Embora esteja faltando ainda três semanas para a celebração, Leonídia já começou os preparativos. “Estou na correria para organizar tudo”, comenta. “Dá trabalho, mas faço tudo com muita alegria”, diz.

É assim que se sente também a funcionária pública Rosângela Fátima Abrantes Azevedo. Quando chega o fim do ano, ela incorpora o espírito natalino. O desejo de ajudar seus semelhantes aflora. Ela é presença garantida naqueles grupos que se organizam todos os anos dentro do ambiente de trabalho para arrecadar alimentos e brinquedos para famílias e crianças carentes.

Na opinião dela, o fato do Natal estar ligado à figura de Jesus, que sempre pregou o amor ao próximo, é o que faz esta data diferente das demais. “É uma época que ficamos mais sensíveis”, afirma. Segundo Rosângela, esse sentimento de solidariedade deveria estar presente nas pessoas o tempo todo.

Por ser uma ocasião tipicamente familiar, ela revela que sente também um pouco de tristeza no Natal. Isso porque perdeu o pai recentemente e quando a família está reunida, ela sente falta do patriarca. “Mas a vida segue em frente e a festa que fazemos no Natal ajuda a espantar a tristeza”, diz.

Comentários

Comentários