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Tecnologia avança, mas não é 100%

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 1 min

Um monitor que cabe na palma da mão e aponta com exatidão a melhor maneira de se chegar ao destino. Realmente, o sistema de localização e mapeamento eletrônico é incomparavelmente mais rápido e eficiente do que as paleozóicas bússolas dos antigos navegantes. Entretanto, mesmo com toda a tecnologia, amparada por uma constelação de satélites, o sistema de navegação pessoal não é totalmente confiável.

Indicações erradas, apesar de raras, podem acontecer com o modo de localização eletrônico. Foi o que aconteceu recentemente com o empresário Ricardo Garneiro, que foi mandado para a estrada errada quando vinha de Campinas, cidade em que vive, para Bauru, onde moram seus familiares.

“Conheço o caminho, mas utilizei o GPS como uma precaução. Em Jaú, notei que estava numa rodovia diferente, com pista simples, foi quando percebi que havia sido direcionado para um caminho errado”, testemunha o empresário, reclamando de outras falhas do sistema. “Ele não reconhece algumas ruas de Bauru”, observa.

Entretanto, pequenas confusões não são o que pode acontecer de pior em caso de falha no sistema eletrônico, cada vez mais tido como indispensável por um crescer sem parar de usuários. Em agosto passado, nos Estados Unidos, uma criança de 11 anos morreu desidratada após sua mãe dirigir 700 quilômetros no caminho errado e ficar com o carro atolado no meio do deserto.

O fato coloca em xeque a utilização de meios eletrônicos como a única ferramenta de localização. Para a professora Nair Leite Ribeiro Nasrala, coordenadora do departamento de Filosofia, História e Geografia da Universidade do Sagrado Coração (USC), estar antenado com a tecnologia é importante, mas o conhecimento tradicional não pode ser desprezado. “Hoje em dia percebemos uma certa dependência tecnológica”, observa.

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