Diferentes tipos de solo e vegetação são o cenário perfeito para que o grupo xXxquadrilha pratique o montain bike. Em busca de prazer, superação e saúde, cerca de 20 atletas se reúnem todos os sábados, montam suas ‘magrelas’, e encararam percursos que chegam a 120 km.
Os desafios do esporte atraíram o advogado Maurício Silva Sampaio, 43 anos, praticante de montain bike há cinco anos. “Fui ao médico e foram detectados alguns problemas de saúde, então decidi abandonar o sedentarismo e me mexer. O fato de ser um esporte radical me atrai muito. É prazeroso percorrer longas distâncias, atravessar rios com a bike nas costas e superar limites”, aponta.
Para o representante comercial Luiz Carlos Almeida Augusto, 52 anos, a competitividade, característica do esporte, anima as pedaladas em grupo. “Tem gente que chega a treinar a semana toda para não fazer feio quando for andar com a turma. Sempre comentamos quem manteve a liderança, quem pagou micos e quem ficou por último, entre outros”, conta.
Já o comerciante Marco Antônio Labão, 53 anos, tem uma relação emocional com o esporte. Ele tinha 10 anos quando ganhou a primeira bicicleta de um tio. “Meu pai sobreviveu por pouco a um acidente grave envolvendo sua bicicleta e um caminhão. Depois disso ele e minha mãe juraram que nunca iam me dar uma, até que felizmente meu tio decidiu quebrar as regras”, lembra.
Labão conta que a paixão pelo esporte é fruto da frustração da infância. “Até hoje estou tentando recuperar o tempo perdido. Atualmente tenho cinco ‘magrelas’”, brinca.
Mas o uso de bicicletas na prática de esportes não se limita a longos percursos sob terrenos perigosos. Iniciantes também podem praticar o ciclismo e ainda aproveitar para conhecer os bairros da cidade.
“O importante é começar. Toda quarta-feira à noite reunimos gente que está começando. Saímos para pedalar e, de quebra, ainda conhecemos lugares novos em diferentes bairros. Todo mundo devia experimentar”, convida Labão.