São Paulo - A maioria dos chocotones de 16 marcas avaliadas pela Pro Teste apresentou excesso de açúcar e gorduras totais. “Em comparação aos testes com panetone de frutas, realizados no ano passado, os de gotas de chocolate são nutricionalmente muito piores”, diz Fernanda Ribeiro, química da Pro Teste.
A especialista acredita que esse tipo de produto só deve ser consumido “em último caso”, “se o consumidor realmente não abre mão do alimento”.
Para a avaliação, a entidade considerou os nutrientes de um lanche da tarde, que deve conter 15% do total diário, em uma dieta de 2 mil kcal.
Com relação a gorduras, os produtos considerados ruins tinham mais do que 9 gramas em uma fatia de 80 gramas. Em um lanche, é indicado ingerir até 8,25 gramas.
Já as marcas avaliadas como ruins nos teores de açúcar continham ao menos 10 gramas - o recomendado para um lanche é, no máximo, 7,5 gramas.
O chocotone Di Lucca continha gorduras do tipo trans. Apesar de não receberem denominações “light” ou “diet”, os panetones Santa Edwiges e Di Lucca tinham adoçantes.
Outro lado
A Pandurata Alimentos, proprietária da Bauducco, Visconti e Tommy, o Carrefour, a Nestlé, a Arcor, proprietária da marca Triunfo, e a Bimbo, proprietária da Pullman e Plus Vita, disseram que seus produtos estão conforme a legislação.
A Panco não quis se pronunciar, por desconhecer os laudos. A Nestlé discordou dos resultados. A Casa Suíça afirmou que pretende reduzir os níveis de gordura e açúcar do produto.
O Wal Mart, proprietário da Bom Preço, solicitou análise do mesmo lote e não viu irregularidades. A Santa Edwiges, proprietária da Di Lucca, levantará informações legais para adotar as medidas necessárias.