Tribuna do Leitor

Para a vida inteira


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Em 62 ele freqüentou no “Ernesto” o 2.º grau. Ela assistiu, na “Fafil”, às aulas do 3o. grau. Ele, membro da “Juventude Estudantil Católica”, Ela, membro da “Juventude Universitária Católica”. Sylvia era culta, comunicativa e inteligente, vivenciava a religião com a alma de crente. Gilberto seguia com fervor a mesma religião, Para os dois aquilo foi um motivo de união. Os anos se passaram,o contato eles perderam. Jamais souberam um do outro e assim viveram. Apesar de que a roda viva do destino os separou, a imagem da amiga, afável e marcante, nele ficou. Em 69, em Bauru, ele com a Maria José se casava. Em lugar ignorado, Sylvia a sua vida continuava. Em 76,quando no nosocômio a filha dele nasceu, muito alegre o nome de Sylvia para a filha deu. A amiga distante nunca soube da homenagem feita, o que certamente iria deixá-la bastante satisfeita.

Em 2009, após quarenta anos, suas vidas cruzaram. E a velha amizade da juventude eles resgataram. Com entusiasmo ele quis para sua amiga revelar : o nome de Sylvia deu à filha, para a homenagear. Ela, movida por uma opção de vida, jamais se casou, somente ao magistério, de corpo e alma, se dedicou. Sylvia Ap. R. Paulini e Gilberto Sidney Vieira, amizade resistente ao tempo, para a vida inteira...

Gilberto Sidney Vieira

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