Internacional

Países já começam a cobrar os EUA

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

Copenhague - A um consenso europeus, grandes países emergentes e países pobres chegaram ontem, no primeiro dia da conferência do clima em Copenhague: a quem culpar se as negociações não resultarem em um acordo de peso. Na linha de tiro estão os EUA e, por consequência, o presidente Barack Obama.

“Será chocante se Obama aparecer aqui na semana que vem e anunciar só o que já foi dito na semana passada’’, disse o ministro do Ambiente sueco, Andreas Carlgren, falando em nome da União Europeia.

A expectativa fica agora em torno do anúncio, feito ontem pela EPA (Agência de Proteção Ambiental) dos EUA, de que o gás carbônico é uma ameaça à saúde dos americanos e que, portanto, deve ser regulado pelo governo independentemente da vontade do Congresso.

Os americanos anunciaram até agora um corte de 17% em suas emissões de gases-estufa sobre os níveis de 2005 - ou 4% em relação a 1990, o ano usado como base pela ONU.

O “mais” que se espera agora, como já deixaram claro diversas delegações, é uma oferta ousada para financiar a mitigação das emissões e a adaptação à mudança climática dos países pobres. O custo da operação é estimado em US$ 150 milhões ao ano nas próximas décadas.

E se, com Obama refém de um Congresso coalhado de interesses especiais e dividido sobre uma tímida lei do clima, os EUA espelharem as negociações da Rodada Doha de liberalização do comércio global e não cederem em mais nada?

A resposta aponta para a mesma direção de Doha, com os países tirando suas ofertas da mesa e culpando os americanos. A UE ameaçou ontem desistir de subir de 20% para 30% sua oferta de corte de emissões.

Comentários

Comentários