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Reforma do Bosque da Comunidade fica para 2010, diz prefeito

Maíra Soares
| Tempo de leitura: 4 min

Enquanto a Prefeitura Municipal inaugura novas áreas voltadas para o lazer como a ciclofaixa e a academia ao ar livre na avenida Getúlio Vargas, outros espaços já existentes permanecem esquecidos. O Bosque da Comunidade, localizado no Jardim Dona Sarah, é um deles. Os freqüentadores reclamam das más condições do local: calçamento irregular, sujeira, proliferação de caramujos e falta de infra-estrutura nos banheiros. Segundo o prefeito Rodrigo Agostinho, há um projeto para reforma do bosque, mas ele entrará apenas no orçamento municipal de 2010.

Um grupo de cinco aposentadas que caminham diariamente no Bosque da Comunidade aguarda ansiosamente a revitalização do espaço. Elas inclusive deixaram de andar por dentro do parque e preferem fazem seu exercício diário contornando o espaço pela calçada do lado de fora.

“Está muito ruim de andar lá dentro, está cheio de desnível. Teve várias amigas nossas que já caíram aqui. Está terrível, uma judiação porque é um lugar gostoso e arborizado”, explica Edineis Aparecida Grizone Neme, uma das integrantes do grupo que caminha de segunda a sexta-feira.

As reclamações vão além da irregularidade do calçamento. O lixo, o mato e até o aparecimento de alguns animais desagradam a população. “Tem lixo e muito mato. Por conta da chuva, está cheio de caramujo na volta toda. Só ali num cantinho tem cinco. Eles transmitem doença”, comenta Vera Lúcia Martha, também aposentada.

A infra-estrutura dos banheiros, assim como sua limpeza, deixam a desejar. “Banheiro também nós não podemos usar porque é muito ruim. Está quebrado, a pia não tem torneira. Não tem sabonete para lavar a mão, nem papel higiênico. Fora o cheiro” ”, diz Sonia Rodrigues.

Maria Aparecida Soubihe conta que sempre vê funcionários limpando o local, mas acredita que não seja suficiente. “A gente vê três senhores limpando, mas sozinhos eles não dão conta. Tinha que ter um mutirão uma vez por mês do pessoal de limpeza da prefeitura para dar uma geral”, pondera.

Alzira Goto afirma que é prazeroso fazer atividade física em um local arborizado, mas cobra melhorias. “É gratificante vir aqui todos os dias, mas precisa melhorar muito”, reivindica.

De acordo com o prefeito, outras áreas públicas de lazer foram priorizadas em 2009. “A gente deu preferência para reformar outras praças como a Rui Barbosa, a praça do Líbano, Itália, Espanha e Praça da Paz. Teve a reforma do Bosque do Geisel. Também implantamos praças no Parque da Nações, no Jardim Ivone, uma no Vânia Maria e estamos fazendo uma no Mary Dota”, diz.

A previsão de Agostinho é que a revitalização seja feita no ano que vem. “A reforma do bosque vai ser só no ano que vem e uma das possibilidades é executar um projeto elaborado a pedido da Associação Comercial e Industrial de Bauru. Estamos prevendo fazer em 2010 porque não tínhamos orçamento neste ano”, explica.

Enquanto isso, segundo o secretário municipal do Meio Ambiente, Valcirlei Gonçalves da Silva, continuarão sendo feitas apenas as manutenções básicas e vigilância do espaço.

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Projeto

Desde setembro de 2008, há um projeto para a revitalização do Bosque da Comunidade. Um concurso promovido pela Associação Comercial e Industrial de Bauru (Acib) elegeu como vencedora, dentre 18 propostas de estudantes de arquitetura de três universidades da cidade, uma reformulação idealizada por alunos da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

O projeto prevê quatro mudanças impactantes para o bosque. A primeira mudança é a reforma do playground de maneira que os brinquedos aliem lazer e educação. A segunda sugestão seria abrir mais uma entrada para a área verde – hoje são três. A nova entrada seria na rua Araújo Leite, ao lado da locomotiva – uma forma de valorizar a peça histórica exposta.

Também fazem parte desta proposta reformar o prédio administrativo, os banheiros e fazer cobertura para a locomotiva. A terceira iniciativa é reformar o lago. A quarta e última idéia é criar uma identidade visual baseada na ferrovia, que seria adotada em bancos, postes e lixeiras.

Atualmente, segundo Benedito Luiz da Silva, diretor da Acib, uma equipe coordenada pelo arquiteto Edmilson Queiroz Dias está elaborando o projeto de execução destas propostas. “Ainda não temos uma data para entregar o projeto para a prefeitura, mas creio que em janeiro teremos novidades”, afirma. Estão atuando juntos profissionais e estudantes da Unesp, Universidade do Sagrado Coração (USC) e Universidade Paulista (Unip).

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