Marília - A dona de casa Maria Aparecida Saqueto da Silva, 47 anos, e o filho Lucas Saqueto Silva, 22 anos, foram absolvidos ontem pelo Tribunal do Júri da acusação de matar o PM ambiental Paulo Francisco da Silva, 49 anos. A vítima era marido de Maria e pai do rapaz.
Para absolver a dona de casa do crime ocorrido em dezembro de 2005 em uma propriedade rural de Ocauçu, onde morava a família, jurados acataram a tese de legítima defesa. O rapaz ficou livre da acusação por negativa de autoria.
Conforme denúncia do Ministério Público, Maria Aparecida teria dado sonífero ao então marido e disparado uma única vez contra a testa do PM enquanto ele dormia. A arma utilizada, um revólver calibre 38, pertencia à corporação. Depois de atirar, a dona de casa teria carregado o corpo até a estrada vicinal que passava em frente a propriedade. Para isso, teria tido ajuda do filho.
O caso permaneceu arquivado por nove meses por falta de provas e informações de testemunhas, e o inquérito só foi reaberto em setembro de 2006, após denúncia de envolvimento da família. Uma mãe-de-santo que não teria recebido pelos serviços contou à polícia que a dona de casa tinha confidenciado o assassinato. A mulher que seria testemunha protegida no caso não compareceu ao julgamento na manhã de ontem. No mês seguinte mãe e filho foram presos depois de confessar o crime. À época, Maria Aparecida alegou ter agido sob forte emoção, já que seria constantemente ameaçada pelo marido.