Milão - O premiê da Itália, Silvio Berlusconi, foi agredido no rosto ontem ao descer de um palanque e aproximar-se de apoiadores ao final de um comício em Milão. Com a boca ensangüentada, o líder conservador foi levado a um hospital, onde passaria a noite sob observação. O agressor foi preso pela polícia.
Segundo relatos iniciais, Berlusconi teria levado um soco no momento em que cumprimentava os partidários, porém mais tarde ganhou força a versão de que o premiê italiano havia sido atingido por uma miniestátua da catedral do Duomo - em cuja praça o premiê discursava -, de material não identificado.
Após a agressão, o premiê - que teria caído após o impacto no rosto - foi levado por seguranças para o carro oficial. Em seguida, porém, Berlusconi saiu novamente do veículo e ficou em pé ante os partidários por alguns momentos, aparentemente para demonstrar seu bom estado, antes de ser mais uma vez colocado no carro e conduzido ao hospital.
As imagens de momentos depois do ataque mostravam o polêmico premiê conservador com uma expressão assustada e sangue espalhado pelo lado esquerdo do rosto desde a boca, inclusive com os dentes ensanguentados, até abaixo do olho.
Mais tarde, oficiais da polícia de Milão disseram que Berlusconi estava bem, consciente e aparentemente sem nenhum ferimento grave. Já da emergência do hospital, o porta-voz do líder, Paolo Bonauiti, disse que os médicos decidiram mantê-lo sob observação por ao menos 24 horas.
O agressor, levado para interrogatório, foi identificado como Massimo Tartaglia, 42 anos. Segundo a polícia, ele não possui antecedentes criminais. A agência italiana Ansa noticiou que ele faz tratamento psiquiátrico há dez anos. O presidente italiano, Giorgio Napolitano -um dos alvos frequentes do premiê-, condenou o “grave e inusual ato de agressão’’.