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200Polícia detém 200 em Copenhague


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Copenhague - Cerca de 200 ativistas foram detidos ontem pela polícia dinamarquesa quando seguiam para o porto de Copenhague para a interromper a atividade comercial de grandes companhias poluidoras. As prisões ocorreram um dia depois de terem sido efetuadas quase 1.000 detenções anteontem, após uma manifestação que reuniu cerca de 40 mil pessoas nas ruas da Capital da Dinamarca.

Um grupo de aproximadamente 500 pessoas se reuniu no Centro da cidade e seguiu para a área portuária. No entanto, um grande número de policiais interrompeu a marcha pouco depois e prendeu participantes da manifestação.

Segundo as autoridades, a concentração era ilegal e foi preciso intervir para evitar possíveis incidentes. Além de prender várias pessoas, a polícia esvaziou a caminhonete que liderava a mobilização.

Com os ativistas, foram encontrados projéteis, máscaras de gás e “outros objetos de uso ilegal”, informou a polícia. Os detidos seguiram para um centro criado especialmente para os manifestantes da cúpula climática, que terminará na sexta-feira.

Organizada pelo grupo Climate Collective, a mobilização foi convocada sob o lema “Hit the Production”. Dos 968 detidos no sábado, apenas 13 ainda estavam presos ontem, segundo o jornal britânico “The Guardian”. A polícia de choque da Dinamarca efetuou as detenções depois que alguns participantes da passeata de ontem começaram a depredar edifícios no Centro da cidade.

O porta-voz da polícia, Henrik Moeller Jakobsen, disse que alguns dos manifestantes estavam de máscaras durante a manifestação, o que é proibido na Dinamarca. “Havia milhares de pessoas na passeata. A polícia sabia que alguns deles eram manifestantes. Alguns estavam jogando pedras e, nesses casos, efetuamos prisões”, afirmou.

A passeata ocorreu nas proximidades do Bella Center, centro de convenções que sedia a conferência. Lá, as negociações esbarraram nos interesses divergentes entre países em desenvolvimento e as nações ricas. “Não há um planeta B” e “Mude a política, não o clima” eram algumas das faixas carregadas por manifestantes na Capital dinamarquesa. Alguns ativistas estavam vestidos de urso polar e pingüins com placas dizendo: “Salvem os humanos!”

Um boneco de neve inflável gigantesco foi usado para protestar contra a ameaça causada pela queima de combustíveis fósseis que o painel de cientistas do clima da ONU afirma irá trazer desertificação, enchentes, ondas de calor e elevação do nível do mar.

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Proposta brasileira

Copenhague - Ao final de seu primeiro dia em campo como chefe da delegação brasileira na negociação do clima, a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) defendeu uma meta global de corte de 50% nas emissões de gases do efeito estufa até 2050, em relação aos números de 1990.

O número é o mais tímido entre os três que foram incluídos em uma proposta de acordo apresentada na semana passada com apoio do Brasil (50%, 85% e 95%), mas representa um avanço na posição da própria Dilma, quenão queria nenhum valor que implicasse em um compromisso dos países em desenvolvimento que viesse depois a ser cobrado.

“Esse número é o mínimo de 50% até 2050’’, afirmou Dilma após passar a tarde de ontem reunida com outros chefes de delegação discutindo a proposta de acordo. O texto precisa ser entregue nesta quinta para que seja assinado na sexta.

Setores do governo avaliam que uma meta inferior a 70% de corte das emissões globais sobre 1990 é insuficiente para conter o aquecimento do planeta sob um teto de 2C até 2100, como recomendado pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC).

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