Como conseqüência da falta de variedade, quantidade e qualidade de hortaliças, frutas e legumes, a expectativa é de que os preços desses produtos ao consumidor final aumentem em pelo menos 20% a partir da próxima semana. De acordo com Frederico Santarosa, gestor de compras de hortifruticultura de uma rede supermercadista de Bauru, todos os tipos de folhosos, além de raízes como beterraba, cenoura e batata, e frutas sensíveis ou que ficam em contato com o solo como uva, melancia e maracujá devem ficar mais caros em razão da baixa produção.
“Na época do Natal, o preço das frutas já costuma subir. Mas, com essa falta, quem tiver um pouco de produto de boa qualidade certamente vai cobrar um pouco a mais”, salienta.
O quilo da ameixa, por exemplo, que custava R$ 2,90, deve ultrapassar os R$ 3,00, e a uva niágara, comercializada a R$ 3,80, o quilo, deve chegar a aproximadamente R$ 4,80. Já a batata, ofertada por cerca de R$ 2,00, não deve sair por menos de R$ 2,40. Para suprir a falta de mercadorias, Santarosa comenta que a empresa já está recorrendo a produtores de outros Estados, como Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.