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Aécio Neves descarta ser vice de Serra


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Bonito de Minas - Seja por indicação de Fernando Henrique Cardoso ou de qualquer outra pessoa, uma chapa presidencial puro-sangue tucano, encabeçada por José Serra, foi descartada por completo pelo governador de Minas, Aécio Neves. No início da tarde de ontem, ele participou da inauguração de mais uma etapa de seu programa de pavimentação para acesso às pequenas cidades - no caso em Bonito de Minas, cidade de 8,1 mil habitantes, a 690 quilômetros de Belo Horizonte, no norte do Estado.

“Sequer cogito essa hipótese”, disse o governador, redundante, logo após a primeira pergunta dos jornalistas sobre a composição com o paulista. “Me sinto honrado em saber que algumas pessoas acham o meu papel importante no processo de sucessão e respeito todas as posições dentro e fora do partido, mas não mudo em nada o que foi dito à véspera”, afirmou Aécio, referindo-se à sua desistência na briga interna pela candidatura ao Palácio do Planalto. “Não há chance de reverter isso”, ratificou.

Acompanhado pelo vice-governador Antonio Augusto Anastasia, seu nome para a sucessão em Minas, Aécio foi recebido por quase toda a população urbana de Bonito de Minas, provou da ‘paçoca’ (prato típico da região, uma espécie de farofa de carne seca) e até participou de uma cavalgada de cerca de um quilômetro. Mesmo se tratando de uma típica cidade do interior, a polêmica decisão sobre a corrida presidencial motivou faixas e cartazes espalhados por todos os lugares. Frases como “Minas está de luto” e “Agora ou mais para frente, Aécio será presidente”.

“Não estamos de luto. Os mineiros não se curvam jamais”, disse o governador, ao reiterar que “as manifestações de apoio do povo é o que me permite acreditar no futuro”. Recorreu a Guimarães Rosa para o encerramento: “O importante não é a largada ou a chegada; e sim a caminhada”.

Campanha

Na coletiva, Aécio Neves deixou escapar como será seu comportamento na corrida eleitoral do ano que vem quando, em campanha, Minas Gerais receber o presidenciável do PSDB. “Quando o partido definir seu candidato serei apenas mais um soldado entre tantos”, comentou. Para ele, na condição de tucano, é obrigação estar ao lado do partido, “mas quem vence a eleição é somente o candidato”.

Até março, data que anunciou para a sua saída do governo e início da campanha pelo Senado, a agenda do governador mineiro será exclusiva aos compromissos pelo Estado, visitando os correligionários e inaugurando obras. “Vou agora trabalhar por Minas e reacender o sentimento de esperança”, finalizou.

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