Tribuna do Leitor

Caso Adriana - brutalidade


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Como é possível um indivíduo tomar uma atitude tão brutal, sem sentimento algum pelo ser humano, criado à imagem e semelhança de Deus, como no caso de Adriana, desaparecida em 02/12/2009. Até onde pessoas serão levadas pela ganância, pelo desejo de usufruir de algo que não lhes pertence, sem dó nem piedade, em nome de coisas materiais passageiras? Será que os cidadãos brasileiros se cansaram de tanta roubalheira no âmbito político, sem punição alguma e passaram a adotar formas semelhantes, acreditando que não serão autuados pelo desrespeito para com os outros seres humanos com quem convivem, ou seja, a sociedade em si? Não pensam um segundo sequer nas famílias, nas crianças que por conta dessas atitudes cruéis, impiedosas e desregradas estão passando por um sofrimento que não lhes cabia vivenciar?

Estamos bem próximos do dia do nascimento de Jesus Cristo que veio a este mundo sofrer as nossas dores, flagelos, como um ser humano, tal como eu ou você e nos redimir, nos libertar, trazer testemunhos de paz, amor, respeito, misericórdia, perdão e fé num Deus que nos ama e não nos abandona nunca. Como aceitar uma barbárie dessa dimensão?

Estamos nos esquecendo muito facilmente de que se deve batalhar, lutar pelo que almejamos, respeitar as pessoas com quem se convive, tratar com educação, falar um muito obrigada àquele que está nos atendendo, muitas vezes atrás de um balcão, dizer um bom dia com um sorriso que pode mudar o dia daquela pessoa, enfim, voltar a atenção para o que deveria ser lembrado sempre “amar o seu próximo como a si mesmo!”. Nem tudo é cor de rosa em nossas vidas, temos atribulações grandes, problemas financeiros, sim, mas com uma mudança de atitude, acredite, tudo começa a andar mais facilmente e o cinismo, o des-respeito e a prepotência de alguns que se presencia muito hoje cairão por terra.

Peço a cada pessoa que leia estas palavras, faça uma oração pelo esposo, familiares e amigos dessa senhora e que ela esteja em paz, junto a Deus, liberta das maldades deste nosso mundo.

Maria Inez Fábio

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