Tribuna do Leitor

A Vunesp errou feio


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Nos dias 13 e 20 de dezembro, todos os professores do Estado de São Paulo, exceto os efetivos, foram convocados a realizar uma prova, em sua área de atuação, para poder ministrar aulas no ano de 2010. Desta forma, dirigi-me até a Faculdade Anhanguera, às 8h30 dia 20 para realizar as 80 questões de Física, na sala 13, juntamente com outros colegas da mesma área. Com a hora marcada atingida, o envelope foi aberto e a fiscal de sala começou a distribuir as provas. No entanto, quando a fiscal caminhava até a décima carteira, o colega sentado na primeira exclamou “essa prova é de Química”... Pronto, estava instaurada a confusão, que vou tentar expor aqui em seus detalhes. Pela lógica básica, o pacote deveria conter apenas provas para professores de Física, tendo em vista que todos ali eram da Física. A fiscal contou as provas misturadas e havia apenas 12 provas de Física, para 24 presentes. O restante do envelope era composto por provas de Química.

A coordenação foi chamada e foram adicionas provas substitutas ao montante, que, por incrível que pareça, eram apenas seis! Com isso, o novo total de provas, 18, ainda não chegava as 24 necessárias, e o tempo passando. A coordenação então propôs fotocopiar, isso mesmo, “xerocar” outras seis vias, para que pudéssemos realizar a prova. Desta forma, a cópia estava sendo providenciada segundo autorização “de não se sabe quem”. Enquanto isso ocorria, a sala levantava questões da legalidade do ato, chegando a conclusão de não realizar a prova, frente ao coordenador da Vunesp que responde pela cidade de Bauru, pois já eram 9h45 e não tínhamos uma solução certa para o ocorrido.

Mesmo que chegassem as provas, com qual concentração e tempo a realizaríamos? O processo já estava comprometido, depois de todo nervoso e discussão passados. Logo veio a noticia de que o mesmo fato ocorreu na sala vizinha, a 14, onde o número de provas faltantes era ainda maior que o da sala 13.

O grupo todo saiu do prédio, para não atrapalhar as outras salas, com a afirmação do coordenador de Bauru de que não seríamos prejudicados, que realizaríamos a prova em outra data. De qualquer forma, queríamos o direito de nova prova preservado, e por isso chamamos a Policia Militar às 9h40, que logo chegou e prontamente realizou boletim de ocorrência de “preservação de direito”, em nome de quatro professores, incluindo o meu, em frente à Anhanguera. Após isso, nos dirigimos até a delegacia central, onde também foi realizado o boletim de ocorrência, em nome de três professores, mas constando toda a lista de nomes das duas salas (13 e 14). Enquanto o fato ocorria, e já sabendo que eu não iria ficar quieto frente a essa situação, decidi colher comentários de alguns colegas, para também mostrar a indignação deles. O professor Rodrigo Simon disse que isso é “vergonhoso”. O professor Diogo Roversi exclamou que “o Serra virou comediante e os professores são a piada”. O professor Sergio Kussuda comentou que isso foi “uma coisa do Bozo”. O professor Adailton, com conjuntivite e com a viagem perdida, comentou que “faltou responsabilidade, coordenação, alguém que respondesse prontamente pelo ocorrido.”.

Temos a clareza de que, se o que é certo ocorra, a Vunesp ira nos convocar em outro momento para esta prova, mas isso infelizmente queima a imagem que a fundação levou anos para construir, além de atrapalhar com a vida dos professores, principalmente daqueles que moram fora de Bauru. Enquanto o BO era realizado na delegacia central, chegavam novas notícias pelos celulares de que o fato não se deu apenas em Bauru, mas também na cidade de São Paulo, e não somente na disciplina de Física. Moral da história: 1) “sabe-se lá” quando iremos realizar essa prova; 2) se iremos ser prejudicados; 3) se isso não abriu precedentes, por exemplo, para que a prova seja novamente derrubada, como ocorreu o ano passado; 4) se iremos ser avaliados com o mesmo nível que o exigido aos professores que já a fizeram... etc. É isso aí, basta ao Bozo aqui, ou se preferir, Arrelia, Carequinha ou mesmo Tubinho, e ao restante dos colegas, aguardar uma posição da Vunesp.

Prof. Ms. Gustavo Iachel

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