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Inadimplência no comércio de Bauru cai 31% em dezembro

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 3 min

A menos de 24 horas para o Natal, uma boa notícia para comerciantes e consumidores de Bauru. Segundo o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), neste mês a queda na quantidade de devedores da cidade foi de 31,8% em comparação a todo o mês de dezembro do ano passado. Embora o número de 1.438 inclusões na lista de inadimplentes deste final de ano ainda não esteja fechado, dificilmente deve ultrapassar os 2.109 devedores contabilizados no mesmo período, de 2008.

Outro fator positivo refere-se à quantidade de pessoas que “limparam” o nome dos cadastros do SPC. De acordo com os dados do órgão, 2.205 consumidores saíram da lista de inadimplência em dezembro deste ano, montante 40,27% superior aos 1.572 nomes excluídos no último mês de 2008.

Para o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Bauru, Sérgio Evandro do Amaral Motta, a tendência é de que o número de devedores que não conseguem arcar com as despesas continue caindo, como já vinha ocorrendo em novembro, quando o índice sofreu redução de 13,39%. Segundo ele, as inclusões no SPC têm registrado quedas seqüenciais por diversos motivos: a necessidade de retomar o crédito para efetuar compras a prazo ou financiamentos, o aumento do número de empregos que propiciou estabilidade financeira para um maior número de pessoas e a possibilidade mais ampla de negociação junto aos comerciantes.

“A própria CDL tem ajudado nessas negociações para o reparcelamento do saldo devedor em atraso”, frisa, referindo-se à recuperadora de crédito que a entidade mantém para realizar acordos que ajudam clientes e comerciantes. “E além da quantidade, os valores das dívidas também estão caindo. Até pouco tempo atrás, as dívidas eram realmente muito altas”, aponta. Atualmente, de acordo com o SPC, as 71.435 dívidas não pagas ao comércio de Bauru têm, em média, valor de R$ 323,00.

Cartão de crédito

Segundo o economista Reinaldo Cafeo, a maior busca pelas compras com cartão de crédito, além das vendas à vista, também impulsionaram a queda nos índices. Prova de que as transações por meio de cheque pré-datado e crediário estão em baixa é a redução no número de vezes em que os lojistas consultaram o SPC. Pelos números do órgão, até 22 de dezembro deste ano os comerciantes fizeram 42.852 consultas. No ano passado, esse número foi de 57.213 no mesmo período.

“O cartão de crédito está se popularizando nas classes C e D e quem assume o risco da inadimplência é a operadora. Muitas lojas vinham resistindo a aderir ao uso de cartão em razão do custo, mas perceberam que seria inevitável dar essa opção ao consumidor, além de ser uma garantia contra a inadimplência”, frisa o economista.

O fim da crise econômica mundial e conseqüente retomada do nível de emprego com reflexos no reaquecimento da atividade comercial também são fatores importantes, segundo Motta. “Quando vários membros da mesma família estão trabalhando, a renda familiar aumenta e fica mais fácil tirar o nome de algum deles do SPC. Na verdade, ninguém gosta de ficar endividado”, pondera. Mas, ainda que o volume de inadimplentes tenha decrescido, o CDL aponta que a expectativa de aumento nas vendas natalinas, entre 8% e 10%, não deve ser superada.

Para renegociar a dívida, Motta explica que os clientes com saldo devedor no comércio devem procurar diretamente as lojas ou, caso não saibam onde estejam devendo, ir até a sede da CDL, na rua Bandeirantes, 4-7, Centro, portando documento de identificação com foto. “Lá, temos um serviço gratuito de consulta, que funciona em horário comercial, para informar os consumidores sobre os débitos que ele têm”, conclui.

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