Brasília - O grupo que coordena a pré-campanha petista da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) ao Palácio do Planalto está programando para o início do ano que vem uma agenda para aproximar a candidata dos movimentos sociais. A ideia é que a ministra se reúna com sindicatos e outras entidades para discutir o programa de governo.
Segundo o presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP), esses encontros devem ocorrer depois do dia 15 de janeiro, quando a ministra retornar de um recesso para "recarregar as baterias". "Nós vamos promover essas reuniões para ouvir e discutir o que os movimentos esperam do futuro do país. Queremos estreitar esse canal de diálogo", disse.
Berzoini negou que a decisão do governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), de sair da disputa pela Presidência da República, reforce a campanha da ministra no Estado, que é o segundo maior colégio eleitoral do país, e em São Paulo, que é reduto do candidato virtual do PSDB, o governador José Serra (São Paulo).
"A nossa campanha não vai ter um foco nesse ou naquele Estado. Queremos uma campanha plural", afirmou. O PT escolheu em outubro o grupo responsável por criar o programa de governo da candidata que será lançado na disputa eleitoral.
A ideia é que a elaboração do programa de campanha não fique restrita aos intelectuais do partido e que envolvam a articulação política para agregar ideias lançadas pelos partidos que derem sustentação à candidatura da ministra, especialmente o PMDB.
O coordenador do grupo é o assessor especial da Presidência para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia.A Executiva do PT já definiu algumas bandeiras que devem fazer parte do programa de governo de Dilma, como política social, educação, investimentos em ciência e tecnologia.