Tribuna do Leitor

CÉREBRO NA IDADE DA PEDRA


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Em relação à matéria publicada no Jornal Segunda-Feira, do dia 14 de dezembro de 2009, na seção comportamento, com o título, “as pessoas só usam 10% da capacidade do cérebro”, sou obrigado a discordar num ponto. Trata-se apenas da parte fisiológica do cérebro, porém o ser humano transcende muito a isso. A própria ciência ainda tem muito a descobrir sobre o referido órgão. Não somos apenas o que os nossos olhos vêem, porque isso são apenas imagens criadas pelo cérebro.

Há muitas coisas indecifráveis que o homem de ciência não quer admitir, por soberba ou outra coisa, principalmente nas bandas do oriente (Índia, China, Tibete). Alguns monges praticam a levitação e outras coisas inimagináveis para nós ocidentais. Se analisarmos as coisas, chegaremos a conclusão que os humanos nada criaram. Tudo são cópias mau acabadas da natureza. O aparelho telefone celular, por exemplo. Através dele, uma pessoa comunica-se com outra numa longa distância. Se o celular existe, podemos, então, dizer que na natureza existe algo semelhante. A nossa ignorância não permite aceitar esse fato. E quantas coisas foram assim no passado. Até o século 19 e começo do século 20, acreditava-se que ninguém poderia voar com um aparelho mais pesado que o ar. Estamos presos à terceira dimensão, a chamada dimensão densa. Ora existem “enes” dimensões. Alguém aí já viveu pelo menos por um momento numa outra dimensão. E o que dizer dos nossos médiuns? Se utilizássemos 100% da nossa real capacidade cerebral, tudo isso seria comum a qualquer mortal. Em suma, tratando de mente, consciência e espiritualidade, ainda temos muito que evoluir, porque o que utilizamos e ainda temos que utilizar, há um imenso abismo. O cérebro humano ainda vive de certa forma na idade da pedra.

José Carlos Felix de Abreu – acadêmico de Direito

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