Internacional

Al-Qaeda assume autoria de atentado

Folhapress
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Washington - O braço da rede terrorista Al-Qaeda na península árabe reivindicou a autoria do atentado fracassado do dia 25 de dezembro em um vôo da Northwest Airlines entre Amsterdã e Detroit, em uma nota publicada em um site islâmico ontem, informou o grupo de monitoramento americano SITE Intelligence.

A tentativa de ataque ocorreu quando o nigeriano Umar Farouk Abdulmutallab tentou detonar um explosivo químico no avião. O incidente deixou duas pessoas levemente feridas e causou queimaduras de segundo e terceiro graus nas pernas do nigeriano.

Interrogado pelo FBI (polícia federal americana), Abdulmutallab teria confessado seus vínculos informais com a Al-Qaeda e que viajou ao Iêmen para pegar o equipamento incendiário e instruções de como utilizá-lo. A versão inicial dos investigadores, contudo, é de que ele agiu sozinho no ato.

Segundo relata o jornal “Washington Post”, que cita autoridades federais, ele teria colado um material na sua perna e então utilizado uma seringa para misturar produtos químicos com um pó, já a bordo do avião.

Assim que os passageiros sentiram o cheiro da fumaça e o barulho semelhante a fogos de artifício, um deles rapidamente se jogou em cima do nigeriano, o dominou e isolou. O avião conseguiu aterrissar de maneira segura, aproximadamente às 13h de sexta-feira (horário local).

Abdulmutallab estudava engenharia na University College London até 2008. Depois disso, segundo a família, seu paradeiro ficou desconhecido.

Obama quer segurança

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou em pronunciamento ontem que ordenou a revisão das medidas de segurança nacional e em aviões depois que Farouk tentou explodir o avião da Northwest Airlines

Obama, que falou de Honolulu, no Havaí, onde passa as festas de fim de ano, não citou o comunicado do braço da rede terrorista Al-Qaeda na península árabe, que reivindica o ataque frustrado.

“Não descansaremos até acharmos todos os envolvidos no ataque. Este é um série lembrete dos riscos que corremos e daqueles que ameaçam nossa casa”, disse Obama, em breve pronunciamento. “O ataque poderia ter matado quase 300 civis e tripulantes, civis inocentes que queriam celebrar as festas com seus parentes”.

O presidente disse ter conversado com o secretário de Justiça, Eric Holder, com Janet Napolitano, e com seus conselheiros. Pediu que fossem revistas e ampliadas as medidas de segurança no país “para proteger todos os passageiros. Passos imediatos para garantir que todos os aviões tenham segurança e pousem bem”.

Obama citou o fato de Abdulmutallab estar na lista de suspeitos de ação terrorista, que inclui cerca de 500 mil nomes, mas não na lista daqueles que devem ser observados. “É importante prevenir futuros ataques e rever a lista de suspeitos de terrorismo para que não entrem nos EUA”.

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