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Não há nada além dos ponteiros

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 1 min

Quem passa pela Casa Luzitana, no Centro de Bauru, e olha para o relógio personalizado, com o nome da loja, no alto do prédio, pode até imaginar como seria bom se o aparelho voltasse a funcionar. Seria um resgate de algo que fez parte da história da área central de Bauru.

Esse é também o desejo do empresário Eduardo Gebara, cuja loja da família ficava quatro quadras de distância da loja de Ary Nunes Garcia. O relógio fez parte da rotina dele, assim como fez parte da vida de muitos outros. Tem quem chega a sugerir, inclusive, uma união de forças entre as diferentes entidades comerciais que atuam no Centro para consertar o relógio e devolver a vida a esse patrimônio histórico.

Apesar dos apelos e de toda a movimentação que possa ocorrer em favor do resgate do aparelho, esse é um desejo que dificilmente será realizado. Não há mais nada no relógio além dos ponteiros. A parte de dentro do aparelho está oca. O mecanismo de funcionamento não existe mais.

Segundo o proprietário do prédio, a manutenção do relógio era inviável. Por isso, ele foi completamente desmontado. Além do conserto exigir uma soma elevada de dinheiro, a manutenção também era cara e, mesmo que ele tivesse dinheiro e vontade de manter o aparelho em funcionamento, seria uma luta muito grande para encontrar profissional qualificado para fazer o serviço. “É um maquinário antigo. Não existe mais peça nem técnico que consiga consertá-lo”, avisa Ary.

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