Seleção, evolução e adaptação. Esse trinômio que caracteriza a teoria de Darwin é capaz de conceituar o progresso na condição humana?
Assim como na época em que os povos bárbaros dominaram a Europa ocidental, há ainda hoje o grupo designado vencedor, em qualquer situação. A permanência desses vencedores e seu consequente desenvolvimento é denominada “progresso”.
Getúlio Vargas visava o progresso da indústria. A União Soviética almejava o progresso espacial no período da Guerra Fria. Hitler e Mussolini desejavam o progresso do regime nazi-fascista e o positivismo firmava-se no conceito de “ordem e progresso”.
Independente da teoria Criacionista ou Evolucionista e da grande polêmica que as divergem, sempre houve, durante a história, o anseio pelo progresso. Esse foi conquistado, algumas vezes, de forma violenta, e outras, de forma natural. Nunca, no entanto, deixando de habitar e mente humana.
O progresso que impulsiona o mundo em seus diversos setores é o mesmo que corrói elos afetivos numa velocidade assustadora. De repente, a máquina de escrever virou computador, as cartas deram lugar aos “e-mails”, os mapas transformaram-se em GPSs. “De repente, não mais que de repente”.
Thaíssa Honda