Porto Príncipe - O governo do Haiti havia sepultado até ontem 72 mil vítimas desde terça passada, segundo seu premiê, Jean-Max Bellerive. Isso faz do terremoto de 7 graus na escala Richter a mais letal tragédia das Américas em todos os tempos e um dos piores terremotos do mundo nos últimos cem anos.“Mutíssimos” outros cadáveres foram enterrados pelas próprias famílias e estão fora das estatísticas oficiais. A estimativa total de vítimas mortais no país permanecia entre 100 mil e 200 mil mortos e 250 mil feridos.
A ONU disse ter resgatado das ruínas mais de 90 pessoas vivas desde terça passada - recorde em situações do tipo.
A Organização Mundial da Saúde vê risco de surtos pontuais ou mesmo epidemias (mais disseminadas) de febre tifoide, hepatite A e hepatite E. Alerta também para a ameaça do cólera, doença que se espalha pelo consumo de água suja.
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Adoção deve ser último recurso
Genebra - Órfãos e crianças abandonadas no Haiti após o terremoto devastador devem ser adotados no exterior apenas como último recurso, disse o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) ontem.
O Unicef está tentando identificar e registrar crianças que vagam desacompanhadas pelas ruas caóticas da capital Porto Príncipe, cujos pais morreram ou estão desaparecidos desde o terremoto, ocorrido há uma semana.
Os Estados Unidos delinearam procedimentos especiais para parte dos órfãos haitianos. A porta-voz do Unicef, Veronique Taveau, afirmou que a agência teme a ocorrência de tráfico de crianças.