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Enchente alaga barracões de 2 escolas de samba

Folhapress
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São Paulo - A chuva que atingiu a região metropolitana de São Paulo entre a noite de anteontem e a manhã de ontem alagou o barracão da escola de samba Pérola Negra, na Vila Leopoldina, zona oeste da Capital, e danificou carros alegóricos e fantasias. A escola avalia em R$ 50 mil os prejuízos causados pela água. A Super Liga das Escolas de Samba se reúne ainda ontem para definir como cada uma das agremiações vai ajudar a Pérola Negra.

De acordo com a assessoria da escola de samba, o alagamento começou por volta das 4h30. Cerca de dez pessoas que estavam no local tentaram salvar fantasias e alegorias, mas o volume e a rapidez com que a água subiu impediu que os estragos fossem reduzidos. No momento, integrantes da escola estão limpando o barracão e avaliando o que ainda pode ser aproveitado.

O carro abre-alas, danificado há um mês também por causa de um alagamento, teve a frente destruída e boa parte dele precisará ser refeita. Outros carros alegóricos ficaram com as estruturas submersas. Os danos só não foram maiores porque os adornos finais só são colocados a poucos dias do Carnaval.

Faltando 23 dias para a Pérola Negra encerrar o desfile das escolas de samba de São Paulo, às 4h10 do dia 13 de fevereiro, os integrantes asseguram que o incidente não vai atrapalhar o desempenho da agremiação. A escola vai montar um esquema especial de trabalho para refazer o que foi perdido no alagamento e completar o projeto inicial do carnavalesco André Macha.

Ipiranga

Além do barracão da Pérola Negra, o temporal também alagou o barracão da escola de samba Imperador do Ipiranga, na zona sul da cidade. Os integrantes da agremiação ainda não conseguiram mensurar os prejuízos.

O alagamento começou por volta das 4h, quando cerca de 20 pessoas que dormiam no local começaram a tentar salvar as alegorias. Os outros integrantes da escola não conseguiram entrar no barracão devido ao grande volume de água do rio Tamanduateí, que transbordou e causou a inundação. Eles tiveram que esperar por uma hora até conseguir entrar e até as 9h para a água baixar.

Segundo o presidente da Imperador do Ipiranga, Jamil Jorge, a água invadiu o depósito de tecidos da escola e destruiu panos, plumas e adereços. O alagamento quebrou as esculturas dos carros alegóricos e arrastou os materiais mais leves como isopores e madeiras. “Nós vamos vir para o carnaval proposto inicialmente. Vamos vir com a mesma intensidade e com a mesma alegria. Nem melhor, nem pior”, afirmou.

A Super Liga das Escolas de Samba vai ajudar financeiramente as duas agremiações afetadas pelas cheias. A Imperador do Ipiranga vai desfilar no dia 12 de fevereiro, às 23h15, e levará ao sambódromo o enredo “Da Antiguidade à Tecnologia: Medicina, a nobre arte de salvar vidas”.

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