Porto Príncipe - Os Estados Unidos enviam ontem um reforço adicional de 4.000 militares, além dos 12 mil já escalados, para ajudar os sobreviventes do terremoto.
Embora a grande presença militar americana não seja vista com bons olhos pela comunidade internacional, o secretário de Estado adjunto dos EUA para a América Latina, Arturo Valenzuela, garantiu que seu país não quer assumir o controle da segurança no país -responsabilidade da missão de estabilização da ONU (Organização das Nações Unidas), a Minustah, atualmente liderada pelo Brasil.
“Os capacetes azuis (como são conhecidos os militares da ONU) no Haiti “têm a responsabilidade da segurança. Os EUA vão fornecer o maior apoio possível, mas não vão tirar da ONU este papel”, afirmou Valenzuela, em discurso perante embaixadores de países da América.
Valenzuela disse ainda que as tropas americanas deslocadas ao Haiti estão focadas na ajuda humanitária e pediu aos demais países que aumentem seus efetivos para ajudar na reconstrução do país caribenho e reforçar a Minustah.
O controle americano sobre a ajuda humanitária no Haiti, em parte pelo volume de efetivos e ajuda enviados pelos americanos e em parte por controlar o aeroporto de Porto Príncipe - única entrada para equipes e suprimentos internacionais -, motivou o Pentágono a enviar o reforço.
Os EUA estimam que terão um total de 16 mil militares no Haiti e na costa do país até o fim de semana, trabalhando no auxílio a vítimas do terremoto do dia 12. O número é superior aos cerca de 9.000 militares da Minustah, e os reforços deixarão os EUA com mais de 12 vezes o contingente brasileiro, o maior da missão, que era de 1.266 antes do terremoto.